quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A compra do terreno


 A compra de um terreno pode ser algo simples se você tomar algumas precauções antes de fazer qualquer negociação. Antes de dar o primeiro passo é importante ter em mente quais as suas necessidades e os desejos de sua família para o futuro. Você poderia se perguntar: eu quero morar em uma casa térrea ou com pavimentos? Em um local tranquilo ou agitado? Que seja próximo da natureza ou próximo do shopping? Estas questões podem direcioná-lo na busca pelo seu terreno e elucidar o que você realmente quer e precisa.

É preciso observar se sua intenção é morar em um local com boa infra-estrutura e que tenha comércio e serviços em suas proximidades, ou se quer morar num local mais tranquilo e longe do barulho e da agitação. Por isso, observe a sua vizinhança como um todo desde os vizinhos até o entorno propriamente dito. Se existem prédios altos, terrenos baldios ou mesmo um parque ou uma praça nas proximidades. Observe também a oferta de transporte público e como é o trânsito no local. Ruas muito movimentadas e com trânsito caótico nem sempre são muito bem-vindas.

Outro ponto a ser observado é com relação às condições físicas do terreno. A topografia, a vegetação, o próprio tipo de solo são alguns pontos que podem favorecer ou não o seu projeto. Geralmente as pessoas preferem terrenos planos e sem vegetação nenhuma a fim de evitar custos com movimentações de terra ou com a limpeza do terreno. Porém, tanto a declividade quanto a vegetação podem ser elementos que agreguem valor ao projeto final.

A insolação é um caso a parte e imprescindivel nesse processo. Observar o sol nascente e o sol poente é indispensável uma vez que isto é sinônimo de garantir o conforto térmico de sua edificação, assim como também é importante observar a orientação da ventilação. Estes dois pontos serão considerados pelo arquiteto posteriormente quando for projetar sua casa e ele não pode abrir mão de utilizá-los a favor do projeto, pois eles são determinantes para o conforto e a comodidade dos futuros moradores.

O zoneamento também é interessante ser consultado, assim como a legislação da área (plano diretor ou código de urbanismo). O zoneamento é diferente para cada região da sua cidade e ele determina os diferentes usos para as diferentes zonas urbanas. A partir dele é possível saber se o terreno está localizado em uma área de preservação ou não. Se é uma área passível de verticalização ou da instalação de indústrias e/ou comércio atacadista. É recomendável consultar um profissional para orientá-lo quanto a isso.

O arquiteto pode ser o profissional que irá orientá-lo e ajudá-lo na escolha do terreno. Ele é um profissional capacitado para tal e irá ajudá-lo na hora de identificar os pontos positvos e negativos do terreno, e como eles podem ser trabalhados no projeto de arquitetura valorizando futuramente o seu imóvel. Esse primeiro contato do arquiteto com o cliente e com o terreno são favoráveis a um bom desenvolvimento do projeto final.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Etapas do projeto e da construção

Hoje venho apenas antecipar o que vem ainda aqui no blog. Estou preparando uma série de postagens sobre as etapas do projeto de arquitetura e da construção em si. A idéia é ajudar aquelas pessoas que estão pensando em construir a casa própria ou um empreeendimento para vender ou alugar, e que tem dúvidas por onde e como começar, que profissionais e mão-de-obra contratar, quais documentos são necessários, que  terreno escolher, entre tantas outras dúvidas tão comuns nesse processo do planejamento e da execução da obra.

É importante estar atento a todas as etapas do projeto e da construção uma vez que o resultado final depende das decisões tomadas antes mesmo do início da construção. Todo o planejamento da obra é importante para garantir o sucesso da construção e a satisfação do cliente, mas principalmente evitar aumento dos gastos e/ou dores de cabeça futuras. Iniciar a construção sem definir o projeto nem determinar o cronograma e o custo de cada fase da obra pode comprometer todo o andamento da obra.

Na próxima semana começamos este roteiro pela etapa da escolha do terreno a ser comprado. Até lá!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

MDP ou MDF?


Estou envolvida com um trabalho com movelaria e algumas pessoas tem me feito alguns questionamentos a respeito destes dois materiais: qual a diferença entre o MDP e o MDF? Qual deles é melhor de usar? O que usar: o MDP ou o MDF? E você saberia dizer o que diferencia esses dois materiais?  Eis a questão!

Apesar de terem siglas bastante parecidas, são materiais com propriedades diferentes, porém ambos são utilizados principalmente na confecção de móveis. Tanto um quanto o outro são painéis de média densidade feitos a partir de madeiras de reflorestamento, pinus ou eucalipto, e passam pelo mesmo processo de fabricação e utilizam a mesma tecnologia. Mas você pode estar se perguntando: e o que os tornam diferentes?

É justamente a constituição final dos painéis sendo o MDP formado por partículas de madeiras em camadas - as mais finas nas extremidades e uma camada mais grossa ao meio - enquanto o MDF é formado por fibras de madeira aglutinadas. Isso os diferencia e também é um fator importante a ser considerado na hora da aplicação de cada material, porém ambos passam por um processo de aglutinação com resinas especiais e por pressagem por temperatura e pressão.

O MDP é mais indicado para móveis de linhas retas, sem muitos detalhes, sendo utilizado na confecção de portas retas, laterais de móveis, tampos retos, divisórias e prateleiras. Já o MDF tem uma maior flexibidade e possibilita uma maior criatividade na hora de confeccionar os móveis. Ele possibilita o trabalho tanto com formas retas quanto arredondadas, com detalhes em alto ou em baixo relevo, podendo ser utilizado de formas variadas.

Segundo os fabricantes, não existe um material melhor do que o outro, mas sim materiais com diferenças técnicas que permitem aplicações diferenciadas. Eles podem até ser utilizados em conjunto em um mesmo móvel. Isso não é bacana? Isso é bom pois diminui os custos para o consumidor: o MDP, por utilizar uma menor quantidade de madeira, é mais barato e econômico que o MDF, que é mais denso e tem uma maior quantidade de madeira em sua constituição.

É importante destacar que ambos os materiais não se dão bem com a água: são vulneráveis a ambientes úmidos, devendo estar protegidos ou recobertos. Quando os painéis entram em contato com a água, eles inchame perdem suas propriedades. Já quanto a cupins, os painéis recebm um tratamento com pesticidas para evitar/diminuir o ataque destes e de outros insetos.

E você aí já decidiu qual painel usar para fazer aquele móvel que você tanto queria fazer?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Os pisos laminados

O piso laminado é um tipo de revestimento que vem ganhando destaque nos projetos de arquitetura e decoração, principalmente devido às suas características e qualidades. É um piso que combina beleza, durabilidade e facilidades de manutenção e de instalação. Por ser produzido sob um rígido controle de qualidade, ele é mais resistente à umidade, à deformação, a riscos e manchas, conservando-se bonito por muito mais tempo.


O segredo deste tipo de piso está nas várias camadas que ele apresenta, cada uma com uma função específica - daí vem a denominação de piso laminado. São quatro camadas: a primeira é uma camada de resina que garante a proteção contra bactérias e contra riscos e manchas. A segunda é a camada decorativa, que reproduz os modelos diferentes de laminado, geralmente de pátina ou madeira. Em seguida vem a camada de encaixe das réguas do laminado, seguida da quarta camada, o laminado de resina que assegura a estabilidade do piso e o protege-o da umidade do contrapiso.


Por isso, o piso laminado requer alguns cuidados básicos para sua manutenção. Para limpá-lo, é necessário utilizar apenas um pano úmido. Não devem ser utilizados produtos à base de cera ou silicone, pois eles podem formar manchas. Também devem ser evitados materiais abrasivos, como os saponáceos e lixas ou esponjas de aço, pois eles podem riscar a primeira camada do piso. Os vernizes também não são indicados.


No mercado existe uma variedade de fabricantes que fornecem diversos modelos e desenhos de laminados, que podem ser encontrados com preços variados. O custo de um piso laminado é até 50% menor que outros tipos de pisos. Você pode escolher o modelo de piso que mais combina com o seu bolso e com o ambiente de sua casa. É importante considerar que a cor do revestimento deve combinar com o mobiliário e com os demais itens de decoração da sua casa.


É importante destacar também que os pisos laminados podem ser utilizados em diversos ambientes tais como quartos, salas, escritórios, home theaters ou qualquer outro ambiente interno e livre de umidade - não sendo indicados para cozinhas e banheiros. Podem ser utilizados também em áreas de intenso fluxo de pessoas ou para revestir paredes, até mesmo em detalhes decorativos.