quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Reidy - o filme

 

Estreou no último dia 11/11/11, "Reidy - a construção de uma utopia", de Ana Maria Magalhães. O filme é de 2009, mas sua estréia ainda que tardia, não tira o mérito dessa homenagem cinematográfica a uma dos mais importantes arquitetos modernos da historiografia da arquitetura brasileira. O filme já foi bastante premiado e exibido em festivais de cinema dentro e fora do Brasil, e agora passa a ser exibido nos cinemas nacionais.

Trailer do filme

Reidy, batizado Affonso Eduardo Reidy (1909-1964), nasceu em Paris e foi radicado para o Rio de Janeiro onde desenvolveu os principais projetos de sua carreira, sendo considerado um dos pioneiros da arquitetura moderna brasileira. Obras-primas como o Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, conhecido como Pedregulho (1947), com o qual ganhou a Bienal de 1953, e o Museu de Arte Moderna (MAM), pojetado em 1952, o consagraram pelo apuro técnico, mas principalmente pelo arrojo espacial e senso de urbanidade.

 
      O Conjunto Habitacional do Pedregulho  

 
O Museu de Arte Moderna (MAM/RJ)

"A atualidade de sua obra permite abordar, entre outros temas, o problema da habitação com o crescimento das favelas, o apartheid urbano na divisão entre bairros ricos e pobres, a função social da arquitetura e a capacidade de ação da utopia em transformar o que se pensa e deseja em realidade concreta e construída. No momento em que a crescente importância das cidades no desenvolvimento dos países valoriza mundialmente o urbanismo, o trabalho de Reidy nos revela o quanto a arquitetura é decisiva para a vida dos habitantes das cidades". 

Reidy e o MAM

Eu particularmente tenho verdadeiro apreço pela obra desse arquiteto, em especial por ele ser um dos pioneiros do brutalismo brasileiro - temática pela qual tenho bastante interesse e estudo. Apesar do filme tratar não da vida, mas da obra do arquiteto, tornando-o muito mais técnico do que ficcional, ou talvez documental, eu recomendo a todos, quer sejam arquitetos ou não, pois ele tira do anonimato um importante personagem de nossa história, principalmente para a história da cidade do Rio de Janeiro.

Título Original: Reidy - A Construção da Utopia
Gênero: Documentário
Diretor: Ana Maria Magalhães
Produção: Brasil
Distribuição: Espaço Filmes
Classificação Indicativa: Livre
Duração: 77 min.

Veja mais no blog oficial do filme  Reidy-o filme

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Piscinas de raia

O conforto e a praticidade de ter uma piscina de raia em casa está atraindo a atenção de muitas pessoas na hora de construir um desses equipamentos na área de lazer. Em cada dez novas construções residenciais, nove delas tem uma piscina de raia. Você sabia? Segundo os especialistas, elas são a mais nova forma de lazer instaladas em residências de alto padrão, mas também estão ganhando espaço nos condomínios residenciais multifamiliares.

               Projeto de Eduardo Chimabucuro: borda de porcelanato antiderrapante; deque de pínus; raia de 2 x 12,5 x 1,40 m e o spa (2 x 2 m) com hidromassagem.

Piscina de raia com spa. Deque em madeira de lei e revestimento em pastilhas na cor verde-turquesa. Projeto de Márcio Kogan.

Elas são perfeitas para quem deseja praticar natação em casa já que suas dimensões são quase olímpicas e fogem das dimensões das piscinas retangulares tradicionais. Elas podem ter desde 12,5m até 25m de comprimento, e largura mínima de 2m, o que demanda um espaço generoso no seu terreno. A profundidade mais indicada fica em torno de 1,30m e 1,50m,  chegando até 1,80m em alguns casos. É importante lembrar também que deve ser feita uma marcação direcional no fundo da piscina para orientar os nadadores.

 A piscina com raia se funde com uma piscina retangular tradiconal, e ao fundo, com o spa. Borda em pedra cimentícia; revestimento em cerâmica 10x10cm.

A marcação direcional é feita no fundo da piscina, geralmente numa cor mais clara do que o revestimento utilizado, e separa as raias. Projeto de Paula Mattar

As opções de revestimentos, bordas e pisos são variadas. Azulejos, cerâmicas ou pastilhas podem ser utilizadas como revestimento, geralmente em tons de azul. Para as bordas e pisos recomenda-se que sejam antiderrapantes e que não aqueçam com o calor do sol (atérmicas). Geralmente são utilizadas pedras naturais ou placas cimentícias, ou então são feitos os deques em madeira de lei, que deixam a piscina ainda mais charmosa e confortável.

Projeto de Luciano Decourt: borda em arenito vermelho; deque em madeira e revestimento em vinil especial na cor azul-marinho. 

 
Piscina de raia com prainha e banheira de hidromassagem anexos em sua lateral: borda em mármore; revestimento em pastilhas e deque em madeira de lei.

Não é recomendado a construção de degraus ou bancos em seu interior com o intuito de não criar barreiras que possam causar acidentes. É preferível deixar a raia totalmente livre, e fazer pequenos anexos e degraus em suas laterais, combinando as prainhas ou as piscinas infantis, para atender às crianças, ou spas e banheiras de hidromassagem para os adultos relaxarem.

Sauna circular e escada ficam anexos ao corpo principal da raia. Aqui, os tons diferentes de azul dos revestimentos chamam atenção para as diferenças de nível da piscina.

Aqui os degraus da escada foram feitos na lateral da piscina com raia de 25m e e 3 m de largura. No entorno, fulget e deque de ipê evitam escorregões. Projeto de Renato Marques.

A iluminação subaquática é uma boa opção para os nados noturnos e para deixar a sua piscina ainda mais bonita. Ela pode ser feita através de lâmpadas de LED. As piscinas cobertas e/ou aquecidas são uma boa opção para as residências localizadas em regiões frias ou serranas. Com a ajuda de um aquecedor ou gerador de calor (caldeira), a temperatura pode variar bastante.

Piscina coberta e aquecida com iluminação subaquática garatem a prática da natação durante a noite. Sauna, raia (1,95 x 12,60 m, com 1,45 m de profundidade) e spa recebem revestimento em pastilhas em tons de verde. Projeto de Marcio Kogan.
Piscina de raia e borda infinita com iluminação subaquática em apenas um dos lados. Projeto Marcio Kogan.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Residência do mês

O projeto desta residência unifamiliar, em Santana do Parnaíba-SP, foi realizado pelo grupo Gesto Arquitetura, no ano de 2007, e chama atenção pelo minimalismo, mas ao mesmo tempo pela riqueza nos detalhes. O projeto foi construído para ter o menor impacto ambiental possível desde a sua construção até o fim da obra, finalizada em 2009.

fachada norte

Feita em estrutura metálica pré-fabricada e vedações em placas cimentícias e vidro, se constitui em um bloco retangular implantado em terreno inclinado apoiado em apenas cinco pilares, que formam a área do pilotis. O acesso à residência é feito através de uma ponte que chega no primeiro pavimento.

fachada leste

A casa abriga área social no pavimento térreo com salas de estar, jantar e cozinha; área íntima no pavimento superior com quatro suítes; além das área de serviços e de lazer no pavimento inferior (pilotis) com piscina, churrasqueira e academia. A piscina com prainha tem formato triangular seguindo o desenho do terreno.

fachada sul

A obra é marcada pelo jogo de cheios e vazios no uso dos materiais. No bloco social é empregado o vidro nas vedações e esquadrias em alumínio, protegidos pelos brises de madeira biossintética. Já na área íntima, as vedações são feitas por placas cimentícias.

pilotis

Os pavimentos são interligados pelo bloco de circulação vertical com escadas e elevador também em estrutura metálica. As vedações internas (divisórias) foram feitas em drywall e pisos e esquadrias internas também em madeira certificada.

bloco de circulação vertical

Outros materiais como a madeira  certificada, vidro e steel frame  foram utilizados seja no piso, nas esquadrias, corrimões, peitoris e/ou nos brises. Destaque para a cobertura translúcida do bloco de circulação vertical com uma pérgola em estrutura metálica e vidro.

área íntima

A construção de 900m2 é fortemente marcada pela economia, rapidez e limpeza contribuindo para um menor impacto ambiental. Ainda que seja feita com elementos pré-fabricados, o desenho e as tecnologias empregadas tornam o projeto singular.

acesso principal

A residência ainda conta com sistema de painéis solares dispostos na cobertura para aquecimento da água dos chuveiros e da piscina, além de sistema de uso da água da chuva para lavar os pisos e irrigar os jardins.

Fonte das imagens: Site do grupo Gesto Arquitetura

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Os pisos vinílicos

O desenvolvimento tecnológico sempre andou em paralelo com a arquitetura e o design. Novos materiais, novas técnicas construtivas, (etc) entre outros surgiram para contribuir ainda mais com o desenvolvimento dos projetos arquitetônicos, sendo necessário que o profissional esteja sempre atento e atualizado em meio a estas transformações e as novas tendências do mercado.


Os pisos vinilicos podem ser enquadrados como exemplo disso. Eles são vulgarmente denominados por pisos plásticos devido a sua composição - derivados do petróleo (PVC). São também conhecidos por outras denominações tais como: Paviflex, Decorflex, Pavifloor entre outros, que são os nomes das fábricas que os produzem. O importante a destacar nesse tipo de revestimento é a flexibilidade e a resistência que ele apresenta, sendo bastante utilizado em ambientes com intenso fluxo e que necessitam de limpezas constantes.


Além disso, os pisos vinílicos apresentam uma grande variedade de cores e de padronagens, que são atualizadas a cada dois anos pelos fabricantes, o que possibilita a elaboração de projetos bastantes ricos. Devido a sua versatilidade, apesar de não serem indicados para ambinetes úmidos, já que em contato com a água eles podem destacar, os pisos vinílicos estão ganhando os ares residenciais e sendo aplicados em salas e quartos.


No mercado, podem ser encontrados dois tipos de pisos vinílicos: o piso vinílico em placa e o piso vinílico em manta. O que os diferencia são alguns elementos em sua composição e a forma como são vendidos, porém as suas qualidades são equivalentes. São resistente a cupins, manchas e riscos, e não propagam fogo. Podem ser comprados prontos ou personalizados. Éou não é uma ótima opção de piso?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

As etapas do projeto de arquitetura

O projeto de arquitetura se constitui na mais importante das fases do projeto e construção de uma edificação. Suas etapas devem ser seguidas para que o resultado final esteja de acordo com aquilo que foi pensado e planejado pelo(a) arquiteto(a). Ele é divido em subfases que variam de acordo com o tipo de projeto e de acordo com o nível de detalhamento. Um projeto de arquitetura possui subfases diferentes de um projeto de interiores, por exemplo.

As subfases do projeto de arquitetura, via de regra, se constituem em: estudo preliminar, anteprojeto, projeto legal, projeto executivo e detalhamento. Essas subfases são uma forma de melhor desenvolver e encaminhar o projeto. Antes de iniciar o projeto de arquitetura, o arquiteto tem uma conversa com o cliente a fim de detectar suas necessidades e desejos, e de conhecer os gostos e hábitos dele e de sua família.

 O estudo preliminar é a fase em que o arquiteto faz visitas ao local da obra para verificar a orientação solar e dos ventos, realizar/averiguar medições, observar a inserção urbana e verificar a legislação da área junto a Prefeitura. Nesta fase são aliados os aspectos técnicos com os aspectos legais para verificar a viabilidade do programa e do partido arquitetônico  ser adotado.São feitos estudos volumétricos e esquemáticos que depois culminaram na subfase seguinte.

O anteprojeto é constituído pelos desenhos de implantação no terreno, planta baixa com a definição dos ambientes, planta de coberta com detalhamento do telhado, além dos estudos volumétricos com a solução geral para as fachadas e dos cortes esquemáticos. É uma subfase importante e que deve ser debatida com o cliente de forma cuidadosa a fim de obter o feedback do clinte em relação as soluções propostas.

Depois de aprovado pelo cliente, o anteprojeto segue para a sua normatização para que seja encaminhado à Prefeitura para apreciação. temos então o projeto legal , que na Prefetura, pode ou não ser aprovado. Quando não aprovado, ele deve retornar para o arquiteto fazer as alterações necessárias e indicadas pelo órgão. No caso de ser aprovado, o projeto de arquitetura pode então seguir adiante, quando passa-se para a elaboração dos projetos complementares (elétrico, hidráulico, estrutural, etc. elaborados po engenheiros especializados) e do projeto executivo.

O projeto executivo é o momento em que o arquiteto pormenoriza os detalhes construtivos, os acabamentos e os materiais a serem utilizados, e como serão resolvidas as soluções propostas. São detalhados batentes, caixilhos, bancadas, telhado, forros, etc. O projeto está minimamente cotado e pode ser finalmente levado para o início das obras.