quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Os 10 mandamentos para a compra de um imóvel


Encontrar o imóvel ideal exige dedicação. Com tantos lançamentos, as opções disponíveis no mercado, entre novos e usados, são muitas, mas encontrar aquele que se encaixa perfeitamente no orçamento e nas necessidades da família é tarefa que demanda empenho. Para começar a procurar, o primeiro passo é delimitar a região de interesse e o preço. A partir daí, 10 mandamentos te ajudarão a comparar os imóveis e fazer a melhor escolha:

1- Estado de conservação: verifique se existem, trincas no piso ou na parede; manchas de umidade indicando possibilidade de vazamentos; peças ou partes que apresentam possibilidade de se soltar (azulejos e pisos, por exemplo). Se for possível ver o telhado, verifique se faltam telhas ou se estão rachadas, se as calhas apresentam furos ou se estão enferrujadas.

2- Idade do imóvel: com a idade, o imóvel passa a apresentar problemas e necessitar de manutenção freqüente. Quanto mais novo, melhor.

3- Acessibilidade: é importante verificar a proximidade do imóvel à rede de transportes. Quanto mais vias de acesso e tipos de transporte (ônibus, trens, metrô etc.), mais fácil será o dia-a-dia da família para ir e voltar do trabalho, da escola e de outros locais rotineiros.

4- Vizinhança: este item depende muito do perfil do comprador. Deve-se buscar sempre, de acordo com seus objetivos, a vizinhança que mais lhe agrade. Por exemplo: o baladeiro quer estar próximo à vida noturna; o atleta quer ficar perto de parques e academias; a família com filhos em idade escolar dá prioridade a bairros que tenham boas escolas; casal sem filhos pode escolher morar próximo ao trabalho. Mas deve-se considerar também outras benfeitorias públicas, como áreas verdes e parques. Uma boa vizinhança valoriza o imóvel.

5- Posição em relação ao sol: imóveis com face norte tendem a ser mais iluminados e menos úmidos. Em outras palavras, são mais saudáveis.

6- Documentos: cuidado com a documentação, escritura e registro do imóvel (matrícula). Se tiver alguma dúvida, procure um profissional, por exemplo, um corretor de imóveis (ou um arquiteto). Não dê nenhuma entrada ou parcela de pagamento sem ter certeza que toda documentação está correta.

7- Potencial de valorização: pense no futuro! A implantação de uma nova linha ou estação de metrô próxima pode valorizar muito o imóvel. A construção de um Shopping Center poderá também trazer valorização. Consulte a prefeitura ou sub-prefeitura do bairro para saber se haverá algum projeto de infraestrutura que possa significar desapropriações. Este é o lado negativo de um imóvel para o qual faltou informação na hora da compra.

8- Condições ambientais: cuidado com áreas sujeitas a enchentes, ou seja, locais baixos e próximos a rios e córregos. Verifique também a proximidade com lixões e, particularmente, o passivo ambiental do imóvel. Em outras palavras: cheque se o terreno onde o imóvel foi construído pode ter problemas vindos de ocupações anteriores.

9- Ruídos: tenha certeza de que o barulho não será um problema. Vias com tráfego excessivo, na rota de aviões e helicópteros, próximos a linhas férreas, por exemplo, podem incomodar.

10- Construtora: uma boa construtora trará menos dores de cabeça na futura manutenção do imóvel. Verifique se há reclamações pela internet junto a órgãos oficiais e se há reclamações de atrasos de obras. Pesquise no Procon.

Mas como organizar todos esses itens? A dica do Antonio Lopez, diretor da Hilco Appraisal, é criar um método de pontuação baseado nos “dez mandamentos”: para cada item, atribua uma pontuação de zero a cinco para o imóvel em estudo. “Pontue de acordo com o observado, pelo ponto de vista positivo ou negativo. Melhores características terão pontuação mais próximas de cinco e piores, mais próximas de zero. Com duas ou três opções em estudo você poderá decidir-se com mais segurança”, orienta Lopez.

O diretor faz ainda um último lembrete: “paciência e boas pesquisas aumentam a chance de realizar um bom investimento”.

Fonte: Revista Exame

sábado, 15 de dezembro de 2012

Dia do arquiteto

   
O ARQTED não poderia deixar passar esta data em branco. Parabéns arquitetos e arquitetas! Hoje é o nosso dia, 15 de dezembro de 2012, que entra para a história da nossa profissão como o primeiro ano que comemoramos na nova data (antes o dia do arquiteto era comemorado juntamente com o dia do engenheiros civil, 11 de dezembro, que tinha sido estipulado pelo CREA). A mudança de data foi escolhida pelo CAU/BR, por ser o dia do aniversário do grande arquiteto brasileiro Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho, que completaria 105 anos em 2012. E além disso, o CAU/BR comemora um ano de existência desde sua implementação pelo Presidente Lula

São muitos os motivos para comemorar, mas principalmente a evolução de nossa profissão. Uma das profissões mais antigas do mundo, ela está presente não só nos edifícios, mas em novas propostas de viver a cidade e a relação do homem com o urbano. Com isso, está em constante atualização e renovação. Mas, cada arquitetura é fruto de um determinado tempo, de uma determinada sociedade, de um determinado momento socioeconomico. O mercado de trabalho está repleto de oportunidades para os recém-formandos e a profissão em si evolui todos os dias, além do número de profissionais aumentar todos os anos. Hoje somos 116 mil arquitetos e urbanistas em todo o país. Empresas de arquitetura e urbanismo somam mais de 21 mil, de acordo com dados mais recentes do CAU/BR.

                                     Fonte: CAU/BR

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Projeto do Cais do Porto José Estelita

Recife, capital de Pernambuco, assim como várias capitais no país, vem passando por um processo de reestruturação para atender a novas demandas e trazer melhor qualidade de vida para os seus moradores. O projeto do "Novo Recife" engloba uma série de intervenções da iniciativa privada para revitalizar a região portuária do Cais da Estelita, região central do Recife, que se encontra abandonada e degradada há algum tempo, compremetendo a paisagem urbana às margens do Rio Capibaribe.

 Vista dos galpões do Cais da Estelita. Foto: Igor Bione/JC Imagem

O empreendimento tem trazido discussões polêmicas sobre os rumos urbanísticos da cidade uma vez que parte da população não concorda com as intervenções que estão sendo propostas, dentre elas: a demolição de 15 mil metros quadrados e dos antigos galpões da Rede Ferroviária Federal (Refesa), que foram arrematados em 2008 por um consórcio formado pelas construtoras Moura Dubeux, Queiroz Galvão e GL Empreendimentos.

Delimitação da área onde será realizado o empreendimento

A área dará lugar a um complexo de 12 edifícios de 20 a 40 pavimentos - oito residenciais, dois empresariais e dois hotéis, e 35% da área total destinados a uso público, para circulação e lazer, como determina a lei municipal. Os galpões que serão derrubados ficam próximo ao Viaduto Capital Temudo, na área da Cabanga. Apesar da área total arrematada pelo consórcio possuir cerca de 100 mil metros quadrados, nem todos os galpões serão demolidos. Os que ficam perto do Viaduto Cinco Pontas permanecerão de pé. Eles serão usados pela Prefeitura do Recife (PCR) para uma destinação pública, que ainda está sendo definida.

Vista aérea a partir do Rio Capibaribe do projeto do empreendimento Novo Recife

Vista aérea a partir do continente do projeto do empreendimento Novo Recife
Desde que foi lançado no começo do ano, o projeto Novo Recife gera discussões sobre o modelo urbanístico proposto para a cidade do Recife. Não apenas a população, mas o meio acadêmico não concordam com as intervenções propostas uma vez que para eles o empreendimento se configura numa agressão a paisagem do Recife. Outra parte da população, assim como outros setores, concordam com o empreendimento por acreditarem que ele é necessário e que trará investimentos, empregos e vitalidade para a área. Fica a pergunta: qual é o Recife que queremos para os próximos anos?

Trecho de um vídeo que mostra o empreendimento

Vídeo de apresentação do empreendimento para o novo porto do Recife

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Residência do mês


 
O projeto da residência do mês de hoje é de uma casa fechada para o exterior, mas aberta para um grande vazio interno, solução que o escritório mineiro dos arquitetos Alexandre Brasil e Paula Zasnicoff, o Arquitetos Associados sediado em Belo Horizonte, encontrou para atender o desejo inicial de privacidade dos futuros moradores da Residência KS, a ser construída em um condomínio residencial em Natal, no Rio Grande do Norte.


O partido do projeto ainda levou em consideração as condicionantes locais e explorou ao máximo os parâmetros que regulamentam as construções do condomínio, em busca de obter o melhor conforto ambiental para a construção. Assim, o volume criado associa o grande vazio interno aos espaçamentos do entorno com o objetivo de estabelecer uma riqueza espacial com variedade de pés direitos e uma agradável ventilação natural.

Ao todo três pavimentos constituem este vazio da casa, sendo no subsolo semienterrado, a garagem e os ateliês; no primeiro pavimento semielevado, as áreas sociais e de convívio e no segundo pavimento, as áreas íntimas. A casa possui uma área construída de 400 metros quadrados em um lote de 15 x 30 metros totalizando uma área de 450 metros quadrados.

Planta do subsolo

 Planta do térreo


Planta do pavimento superior

Na busca deliberada por maior variedade espacial e melhor acondicionamento do programa ao volume procurou-se variar o desenho dos pisos ao invés de simplesmente empilhá-los. Sobre o vazio erguem-se os demais pavimentos. No térreo elevado duas lajes se estendem no sentido transversal da construção de uma face lateral até a outra, interligadas por uma passarela. A laje que se volta para a rua abriga salas de estar e tv/cinema. Na laje do fundo, integradas ao quintal, encontram-se sala de jantar, cozinha e área de serviço. No segundo pavimento as lajes se estendem no sentido longitudinal desde a frente até o fundo, interligadas por uma passarela transversal, abrigando quartos e banheiros.


A construção tem como primeiro passo a escavação do solo e sua contenção por um muro de arrimo, gerando o espaço necessário para a futura ocupação. Sobre este vazio ergue-se o volume da residência, com pilares e lajes em concreto armado e cobertura em telhas metálicas sobre estrutura metálica. Por fim, os planos de fechamento e vedações externas em vidro e tijolos maciços são agregados a essa ossatura, conferindo o aspecto final da residência. O diferente assentamento do tijolo cria furos na fachada que permitem a iluminação e ventilação dos espaços internos. Para garantir maior conforto térmico criou-se na parte mais alta da casa uma faixa de ventilação permanente e janelas junto ao chão.

 Vista interna da residência e o grande vazio central
 Vista a partir da sala de estar

Vista a partir da cozinha 

 
Fontes: Adaptações a partir dos sites Arq!Bacana e Arquitetos Associados

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O concreto aparente

O concreto aparente é um material que foi bastante difundido na arquitetura moderna brasileira, principalmente depois dos anos 60, com a difusão de um nova sensibilidade construtiva, internacionalmente conhecida como arquitetura brutalista. Nessa arquitetura, o concreto é o material mais utilizado sendo deixado aparente em sua forma bruta ou natural. A rusticidade e expressividade do material, além dos diferentes tons de cinza, dão o toque diferenciado e elegante aos projetos.

Antes de mais nada, é importante não confundir o concreto aparente com o concreto armado. O que os diferencia é a armadura de aço que existe no segundo, e não existe no primeiro material. Porém ambos são feitos a partir da mistura de areia, pedra e cimento em diferentes traços. (O traço nada mais é do que a quantidade de cada material que será misturado para atingir determinada qualidade para diferentes usos). Isso quer dizer que o concreto que você vai utilizar para fazer uma viga ou um pilar não é o mesmo para fazer uma parede ou um piso.

De acordo com os arquitetos do escritório paulista FGMF, "a questão do concreto aparente é a dificuldade obter um resultado final bem acabado". Eles alertam que "se faz necessário um pedreiro experiente e um bom carpinteiro. Existem muitas variáveis que possibilitam -ou impedem- o resultado de um belo concreto aparente". O produto tem de ser executado com fôrmas adequadas e equipamentos específicos para eliminar bolhas e imperfeições.

A grande vantagem é que o material dispensa revestimentos como o reboco ou emboço, bastando um tratamento impermeabilizante, através da aplicação de verniz ou resina apropriados. "São muitos os tipos de vernizes e resinas que se pode aplicar no concreto aparente e é necessário pesquisar e escolher o que vem de encontro com a estética desejada. Alguns são brilhantes, outros foscos, outros alteram a cor do concreto. Mas é importante utilizar alguma proteção, pois o concreto é um material com certa porosidade e, se não estiver adequadamente protegido, pode manchar", complementam os arquitetos.

Eu particularmente gosto bastante do material e de sua expressividade nas mais diversas aplicações. Além disso, o material é econônimo e dispensa manutenção constante, apenas a reaplicação do verniz ou silicone. É importante destacar que, internamente, a decoração dos interiores ganha um ar contemporâneo e minimalista. Os tons cinzas do concreto são neutros e não comprometem a decoração nem o uso de cores no mobiliário. Trouxemos alguns projetos que utilizaram o concreto aparente seja em paredes, fachadas, escadas, etc. Confiram!

Casa Paraty com materialidade em concreto e vidro. Projeto Marcio Kogan

 Casa com paredes e lajes em concreto aparente. Projeto do escritório SPBR Arquitetos.

Residência na cidade de Boaçava, São Paulo. projeto do MMBB Arquitetos

Fachada minimalista da Livraria da Vila, em São Paulo. Projeto de Isay Weinfeld.

Casa toda em concreto aparente localizada em Tibau. Projeto do arquiteto Yuri Vital. 

A casa Bertolini foi toda desenvolvida em concreto aparente. Projeto do Studio Paralelo. 

Nessa residência os pilares em concreto aparente craim um contraponto. Projeto FGMF Arquitetos.


Aqui o concreto no teto, no piso e na parede. Projetos da MaxHoause


O concreto aparente ganha destaque nas paredes e na escada. Projeto do Ruy Ohtake
O banheiro também pode ser todo em concreto aparente: paredes, piso e bancada.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Cobogós na arquitetura e decoração




Alguns falam combogós, outros dizem que a grafia correta é cobogó. Também conhecidos com a denominação de elementos vazados, os cobogós foram considerados ícones da arquitetura moderna brasileira no século XX, pelo fato de permitirem a passagem de iluminação e ventilação nos ambientes, ao mesmo tempo em que tinham um grande efeito estético principalmente nas fachadas dos edifícios e permitiam um contato visual entre interior e exterior. Caíram em desuso, mas voltaram com força total nos projetos de arquitetura e interiores.

De fácil instalação, as peças dos cobogós podem ser encontradas em cerâmica, vidro, porcelana ou em concreto, e são assentadas em fiadas utilizando argamassa com juntas de cerca de 2 a 3cm, até formar o que chamamos de painel vazado. É importante destacar que, por serem peças vazadas, são mais fragéis do que os tijolos comuns, necessitando cuidados no transporte, manuseio e na instalação. Mesmo assim, o elemento é versátil e pode se aplicado de diferentes maneiras, seja numa fachada inteira ou formando uma pequena parede vazada. Vamos conferir essa versatilidade e os diferentes efeitos que eles podem trazer para a sua construção ou reforma?








quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Qual o tamanho de TV ideal para a sua casa?


Quem é que não tem como sonho de consumo aquela TV enorme que mais parece um telão de cinema? (Eu!) Pois saiba que talvez esta TV enorme não seja a melhor opção para o espaço que você tem no seu ambiente. Talvez ela seja grande demais ou muito pequena para o tamanho da sua sala ou para o seu home-theater. Na verdade, tudo é uma questão de proporção! Quem possui uma sala enorme não deve escolher uma TV com tela muito pequena. E optar pela maior TV da loja não é indicado se o espaço em casa for reduzido.

Antes de escolher o tamanho da tela, deve-se ficar atento à distância que você e sua família ficarão sentados, para não correr o risco de transformar o prazer de uma sessão de TV em uma desagradável dor de cabeça. Estamos falando de uma fadiga visual, que pode ocorrer após horas de visualização, e imperfeições perceptíveis quando se está com a “cara na tela".

É importante destacar que não há uma regra universal para definir o tamanho de TV ideal para cada situação, mas apenas recomendações de empresas especializadas no assunto. Nós, arquitetos e designers, também devemos estar atentos a estes detalhes na hora de projetar os ambientes para deixar uma distância mínima de conforto. Recomendamos uma distância mínima de 2 metros entre a TV e o sofá a fim de garantir o mínimo conforto visual, e o centro da deve estar na altura média da visão das pessoas sentadas, como no esquema abaixo:

Fonte: Folha de  São Paulo/THX


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Artesanato na decoração

Peças artesanais em roupas é algo comum de ver, mas na decoração parece não ser tão comum como se pensa. O artesanato utilizado na decoração - sejam peças de tricô, de madeira esculpida, de cerâmica, de tecidos ou palhas, customizadas, etc. - tem a função de fazer um contra-ponto com as linhas retas e as cores neutras do mobiliário. Ou seja, assim como vimos com a Decoração Pop-Art, o artesanato na decoração traz aos ambientes alegria, descontração, aconchego e personalização. Você sabe como utilizar o artesanato para decorar sua casa ou apartamento?


A decoração com artesanato pode ser tanto com objetos, peças decorativas ou móveis, sejam eles produzidos em série ou feitos a mão por artesãos ou artistas plásticos. Mais comumente empregada, a arte popular é de uma riqueza singular e caracteriza a cultura de um povo, o que constribui para a personalização do ambiente quanto para o histórico da decoração. Peças trazidas de viagens, lojas de suvenir e feiras artesanais podem ser incorporadas à decoração como peças coringas e ainda tem histórias para contar. Peças de herança da família também são comuns neste tipo de decoração e enriquecem os ambientes.

Geralmente, as peças artesanais possuem muitas informações sejam pelo material, pela textura e/ou pelas cores que chamam atenção e destacam o objeto. Dessa forma, elas devem ser combinadas com objetos e móveis de cores neutras e/ou de uma única cor.  Também é possível apostar na sobreposição e na mistura de estilos - clássico com rústico, moderno com rústico, clássico e moderno entre outros - o que torna a decoração ainda mais personalizada e sofisticada.

Pesquisamos algumas idéias autênticas e sofisticadas que combinam muito bem essa introdução da arte popular na decoração de interiores. Vamos conferir?! 

Cozinha que mistura peças clássicas com as lindas luminárias com fuxicos.
Projeto de Tânio Franco e William Hanna. 

As cores e as texturas dos objetos artesanais quebram a rigidez das linhas secas dos móveis. 
                                                                                Projeto Sidney Quintela

 Lavabo sofisticado que mistura elementos modernos e artesanais. 
Projeto Santos & Santos

O toque rústico dos materiais de piso e paredes, além dos móveis de fibra, valorizam a decoração.
Projeto dos arquitetos Didacio Duailibe, Flavia Duailibe e Rivany Farias
Cozinha que mistura equipamentos modernos com toques artesanais: luminária, cadeiras e piso.
Projeto dos arquitetos Didacio Duailibe, Flavia Duailibe e Rivany Farias
Loft Janete Costa e Acácio Borsoi para Casa Cor Pernambuco 2009: moderno e regional
Projeto de Mario Santos e Roberta Borsoi

 
Projeto de restaurante e bar Alemagou (Grécia)
Projeto do escritório K-Studio 
 
 Sala de estar sofisticada de um apartamento misturando móveis da família com objetos modernos.
Projeto Santos & Santos

Quarto infantil que mistura móveis de cores únicas com peças artesanais coloridas
Projeto de Marcelo Rosenbaum

Projeto excepcional de escritório: detalhe para a cadeira-estante.
Projeto de Roberta Borsoi

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ladrilho hidráulico




Desde tempos antigos, quando a minha ou a sua avó ainda não tinham nascido, que os ladrilhos hidráulicos eram fabricados de forma artesanal e aplicados para revestir pisos, principalmente, e paredes. Segundo algumas fontes, os ladrilhos chegaram ao país, inicialmente em São Paulo, no início do século XX, trazidos da Europa por imigrantes italianos. Até os anos 1950 foram muito utilizados, porém caíram no desuso devido ao surgimento de novos revestimentos no mercado. Agora voltam com força total e são verdadeiros clássicos da arquitetura, podendo dar um toque moderno ou rústico aos ambientes.

O seu nome é derivado do processo de produção que envolve a preparação de uma massa de pó de mármore branco e cimento branco que recebe pigmentos através de um molde de bronze, onde as peças são prensadas em formas de ferro, e depois submersas em água para a cura. O processo demora cerca de um mês até o processo final de impermeabilização para evitar manchas e evitar o desgastes dos desenhos e das cores. São comumente encontrados nas dimensões de 15x15cm ou de 20x20cm, e necessitam de pouca argamassa para assentamento e de rejunte. Também podem ser conhecidos por azulejos hidráulicos.

O resultado final é simplesmente encantador, uma vez que as peças quando, assentadas, formam panos extremamente ricos visualmente. Seja com motivos florais ou geométricos, os ladrilhos hidráulicos carregam consigo a possibilidade infinita de cores e desenhos, e ainda são peças únicas, pois até os dias de hoje são fabricados da mesma forma, o que valoriza ainda mais os ambientes. Arquitetos e designers podem criar desenhos exclusivos ou até mesmo combinar peças diferentes para diferenciar ainda mais o projeto. Hoje também são comuns a utilização dos ladrilhos em panos de patchwork - peças com desenhos diferentes são combinadas formando um pano/tapete exclusivo.

Por serem produzidos um a um, os ladrilhos são vendidos sob encomenda e é preciso cuidados extras na armazenagem e assentamento: as peças devem ser guardadas sobre paletes face a face e ser assentadas no estágio final da obra, para evitar que sujem ou quebrem, pois os ladrilhos são porosos. Já com relação ao preço, por serem produzidos artesanalmente, costumam ser bastante caros, com preços entre R$ 25 e 200 o m². Já o custo da instalação, sai em torno de 25 a 30 reais o m², com assentamento de 30 a 40 m² de ladrilhos por dia, no caso de paginações simples. Hoje é possível encontrar porcelanatos que imitam ladrilhos hidráulicos com preços mais baixos. Trouxemos alguns projetos diferentes que utilizam o ladrilho hidráulico de várias formas. Confiram!

Projeto do arquiteto Marcelo Rosenbaum: ladrilho modelo estrela

Lavabo com parede revestida em ladrilhos com motivos florais: projeto David Guerra.

 Varanda projetada pela arquiteta Flavia Gerab: ladrilho tipo geométrico

Cozinha com ladrilho estilizado: projeto de Esther Giobbi

Projeto do Real Botequim do escritório Santos & Santos: ladrilhos pernambucanos

 Patchwork de ladrilhos revestem a bancada:  projeto da arquiteta Adriana Yazbek

Tapete de ladrilhos com motivos florais da Dalle Peagge

Casa do arquiteto Marcelo Rosenbaum: ladrilhos autorais

Lavabo rústico com ladrilhos tradicionais

Fachada da casa revestida com ladrilhos: projeto do Marcelo Rosenbaum