quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Artesanato na decoração

Peças artesanais em roupas é algo comum de ver, mas na decoração parece não ser tão comum como se pensa. O artesanato utilizado na decoração - sejam peças de tricô, de madeira esculpida, de cerâmica, de tecidos ou palhas, customizadas, etc. - tem a função de fazer um contra-ponto com as linhas retas e as cores neutras do mobiliário. Ou seja, assim como vimos com a Decoração Pop-Art, o artesanato na decoração traz aos ambientes alegria, descontração, aconchego e personalização. Você sabe como utilizar o artesanato para decorar sua casa ou apartamento?


A decoração com artesanato pode ser tanto com objetos, peças decorativas ou móveis, sejam eles produzidos em série ou feitos a mão por artesãos ou artistas plásticos. Mais comumente empregada, a arte popular é de uma riqueza singular e caracteriza a cultura de um povo, o que constribui para a personalização do ambiente quanto para o histórico da decoração. Peças trazidas de viagens, lojas de suvenir e feiras artesanais podem ser incorporadas à decoração como peças coringas e ainda tem histórias para contar. Peças de herança da família também são comuns neste tipo de decoração e enriquecem os ambientes.

Geralmente, as peças artesanais possuem muitas informações sejam pelo material, pela textura e/ou pelas cores que chamam atenção e destacam o objeto. Dessa forma, elas devem ser combinadas com objetos e móveis de cores neutras e/ou de uma única cor.  Também é possível apostar na sobreposição e na mistura de estilos - clássico com rústico, moderno com rústico, clássico e moderno entre outros - o que torna a decoração ainda mais personalizada e sofisticada.

Pesquisamos algumas idéias autênticas e sofisticadas que combinam muito bem essa introdução da arte popular na decoração de interiores. Vamos conferir?! 

Cozinha que mistura peças clássicas com as lindas luminárias com fuxicos.
Projeto de Tânio Franco e William Hanna. 

As cores e as texturas dos objetos artesanais quebram a rigidez das linhas secas dos móveis. 
                                                                                Projeto Sidney Quintela

 Lavabo sofisticado que mistura elementos modernos e artesanais. 
Projeto Santos & Santos

O toque rústico dos materiais de piso e paredes, além dos móveis de fibra, valorizam a decoração.
Projeto dos arquitetos Didacio Duailibe, Flavia Duailibe e Rivany Farias
Cozinha que mistura equipamentos modernos com toques artesanais: luminária, cadeiras e piso.
Projeto dos arquitetos Didacio Duailibe, Flavia Duailibe e Rivany Farias
Loft Janete Costa e Acácio Borsoi para Casa Cor Pernambuco 2009: moderno e regional
Projeto de Mario Santos e Roberta Borsoi

 
Projeto de restaurante e bar Alemagou (Grécia)
Projeto do escritório K-Studio 
 
 Sala de estar sofisticada de um apartamento misturando móveis da família com objetos modernos.
Projeto Santos & Santos

Quarto infantil que mistura móveis de cores únicas com peças artesanais coloridas
Projeto de Marcelo Rosenbaum

Projeto excepcional de escritório: detalhe para a cadeira-estante.
Projeto de Roberta Borsoi

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ladrilho hidráulico




Desde tempos antigos, quando a minha ou a sua avó ainda não tinham nascido, que os ladrilhos hidráulicos eram fabricados de forma artesanal e aplicados para revestir pisos, principalmente, e paredes. Segundo algumas fontes, os ladrilhos chegaram ao país, inicialmente em São Paulo, no início do século XX, trazidos da Europa por imigrantes italianos. Até os anos 1950 foram muito utilizados, porém caíram no desuso devido ao surgimento de novos revestimentos no mercado. Agora voltam com força total e são verdadeiros clássicos da arquitetura, podendo dar um toque moderno ou rústico aos ambientes.

O seu nome é derivado do processo de produção que envolve a preparação de uma massa de pó de mármore branco e cimento branco que recebe pigmentos através de um molde de bronze, onde as peças são prensadas em formas de ferro, e depois submersas em água para a cura. O processo demora cerca de um mês até o processo final de impermeabilização para evitar manchas e evitar o desgastes dos desenhos e das cores. São comumente encontrados nas dimensões de 15x15cm ou de 20x20cm, e necessitam de pouca argamassa para assentamento e de rejunte. Também podem ser conhecidos por azulejos hidráulicos.

O resultado final é simplesmente encantador, uma vez que as peças quando, assentadas, formam panos extremamente ricos visualmente. Seja com motivos florais ou geométricos, os ladrilhos hidráulicos carregam consigo a possibilidade infinita de cores e desenhos, e ainda são peças únicas, pois até os dias de hoje são fabricados da mesma forma, o que valoriza ainda mais os ambientes. Arquitetos e designers podem criar desenhos exclusivos ou até mesmo combinar peças diferentes para diferenciar ainda mais o projeto. Hoje também são comuns a utilização dos ladrilhos em panos de patchwork - peças com desenhos diferentes são combinadas formando um pano/tapete exclusivo.

Por serem produzidos um a um, os ladrilhos são vendidos sob encomenda e é preciso cuidados extras na armazenagem e assentamento: as peças devem ser guardadas sobre paletes face a face e ser assentadas no estágio final da obra, para evitar que sujem ou quebrem, pois os ladrilhos são porosos. Já com relação ao preço, por serem produzidos artesanalmente, costumam ser bastante caros, com preços entre R$ 25 e 200 o m². Já o custo da instalação, sai em torno de 25 a 30 reais o m², com assentamento de 30 a 40 m² de ladrilhos por dia, no caso de paginações simples. Hoje é possível encontrar porcelanatos que imitam ladrilhos hidráulicos com preços mais baixos. Trouxemos alguns projetos diferentes que utilizam o ladrilho hidráulico de várias formas. Confiram!

Projeto do arquiteto Marcelo Rosenbaum: ladrilho modelo estrela

Lavabo com parede revestida em ladrilhos com motivos florais: projeto David Guerra.

 Varanda projetada pela arquiteta Flavia Gerab: ladrilho tipo geométrico

Cozinha com ladrilho estilizado: projeto de Esther Giobbi

Projeto do Real Botequim do escritório Santos & Santos: ladrilhos pernambucanos

 Patchwork de ladrilhos revestem a bancada:  projeto da arquiteta Adriana Yazbek

Tapete de ladrilhos com motivos florais da Dalle Peagge

Casa do arquiteto Marcelo Rosenbaum: ladrilhos autorais

Lavabo rústico com ladrilhos tradicionais

Fachada da casa revestida com ladrilhos: projeto do Marcelo Rosenbaum

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Arquitetura e cinema

Na postagem anterior sobre Cinema e Arquitetura trouxemos algumas sugestões de filmes que têm uma relação comum entre estas duas formas de expressão artisticas. Ao assistí-los é possível observar que arquitetos podem servir de inspiração para cineastas e vice-versa. Na postagem de hoje, Arquitetura e Cinema tem uma abordagem diferente e essa relação não mais existe entre as duas artes, apenas o cinema é utilizado para retratar a história/a obra de algum arquiteto/a ou designer. Aqui temos os verdadeiros documentários que narram a vida e obra de personalidades da arquitetura e do design mundial. Trouxemos algumas sugestões interessantes e diferentes de filmes para vocês conhecerem um pouco mais sobre a história/a obra de algum arquiteto/a ou designer. Divirtam-se!


FILME: My Architect
ANO: 2003
PAÍS: Estados Unidos
DURAÇÃO: 110 min.
DIREÇÃO: Nathaniel Kahn
ROTEIRO: Nathaniel Kahn


FILME: A vida é um sopro
ANO: 2007
PAÍS: Brasil
DURAÇÃO: 90 min.
DIREÇÃO: Fabiano Maciel
ROTEIRO: Fabiano Maciel

 
FILME: Eames: The Architect & The Painter
ANO: 2012
PAÍS: Estados Unidos
DURAÇÃO: 83 min.
DIRETOR: Bill Jersey, Jason Cohn
ROTEIRO: ?


 FILME: Reidy - a construção de uma utopia
ANO: 2009
PAÍS: Brasil
DURAÇÃO: 77 min.
DIRETOR: Ana Maria Magalhães
ROTEIRO: Ana Maria Magalhães


FILME: Desenhos de Frank Gehry
ANO: 2005
PAÍS: Estados Unidos
DURAÇÃO: 86 min.
DIRETOR: Sydney Pollack
ROTEIRO: Sydney Pollac

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cinema e arquitetura

A postagem de hoje é dedicada àqueles que gostam, simpatizam ou estudam dois importantes tipos de expressão artística: Arquitetura e Cinema. Isso mesmo! Estas duas práticas artísticas dividem uma relação bastante forte, principalmente no que diz respeito à representação/construção do espaço construído. Segundo Juan Droguett, essa relação se dá sob dois pontos de vista: "do modo como a arquitetura é representada na tela e nas formas plásticas com que o cinema constrói seus espaços ficcionais na chamada cenografia". Arquitetos podem servir de inspiração para cineastas e vice-versa. Muito do que foi feito/visto/pensado em filmes, em décadas passadas, pode ser encontrado em projetos de renomados arquitetos contemporâneos. Trouxemos algumas sugestões interessantes e diferentes de filmes para vocês perceberem essa relação entre arquitetura e cinema. Divirtam-se!


FILME: Playtime
ANO: 1967
PAÍS: França
DURAÇÃO: 155 min.
DIREÇÃO: Jacques Tati
ROTEIRO: Jacques Tati



FILME: Metropolis
ANO: 1927
PAÍS: Alemanha
DURAÇÃO: 153 min.
DIREÇÃO: Fritz Lang
ROTEIRO: Thea von Harbou


FILME: Gattaca
ANO: 1997
PAÍS: Estados Unidos
DURAÇÃO: 106 min.
DIREÇÃO: Andrew Niccol
ROTEIRO: Andrew Niccol


 FILME: Blade Runner
ANO: 1982
PAÍS: Estados Unidos
DURAÇÃO: 116 min.
DIREÇÃO: Ridley Scott
ROTEIRO: Ridley Scott


FILME: 2001- Uma Odisséia no Espaço
ANO: 1968
PAÍS: Estados Unidos/ Reino Unido
DURAÇÃO: 142 imn.
DIREÇÃO: Stanley Kubrick
ROTEIRO: Stankey Kubrick