quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Residência do mês


 
O projeto da residência do mês de hoje é de uma casa fechada para o exterior, mas aberta para um grande vazio interno, solução que o escritório mineiro dos arquitetos Alexandre Brasil e Paula Zasnicoff, o Arquitetos Associados sediado em Belo Horizonte, encontrou para atender o desejo inicial de privacidade dos futuros moradores da Residência KS, a ser construída em um condomínio residencial em Natal, no Rio Grande do Norte.


O partido do projeto ainda levou em consideração as condicionantes locais e explorou ao máximo os parâmetros que regulamentam as construções do condomínio, em busca de obter o melhor conforto ambiental para a construção. Assim, o volume criado associa o grande vazio interno aos espaçamentos do entorno com o objetivo de estabelecer uma riqueza espacial com variedade de pés direitos e uma agradável ventilação natural.

Ao todo três pavimentos constituem este vazio da casa, sendo no subsolo semienterrado, a garagem e os ateliês; no primeiro pavimento semielevado, as áreas sociais e de convívio e no segundo pavimento, as áreas íntimas. A casa possui uma área construída de 400 metros quadrados em um lote de 15 x 30 metros totalizando uma área de 450 metros quadrados.

Planta do subsolo

 Planta do térreo


Planta do pavimento superior

Na busca deliberada por maior variedade espacial e melhor acondicionamento do programa ao volume procurou-se variar o desenho dos pisos ao invés de simplesmente empilhá-los. Sobre o vazio erguem-se os demais pavimentos. No térreo elevado duas lajes se estendem no sentido transversal da construção de uma face lateral até a outra, interligadas por uma passarela. A laje que se volta para a rua abriga salas de estar e tv/cinema. Na laje do fundo, integradas ao quintal, encontram-se sala de jantar, cozinha e área de serviço. No segundo pavimento as lajes se estendem no sentido longitudinal desde a frente até o fundo, interligadas por uma passarela transversal, abrigando quartos e banheiros.


A construção tem como primeiro passo a escavação do solo e sua contenção por um muro de arrimo, gerando o espaço necessário para a futura ocupação. Sobre este vazio ergue-se o volume da residência, com pilares e lajes em concreto armado e cobertura em telhas metálicas sobre estrutura metálica. Por fim, os planos de fechamento e vedações externas em vidro e tijolos maciços são agregados a essa ossatura, conferindo o aspecto final da residência. O diferente assentamento do tijolo cria furos na fachada que permitem a iluminação e ventilação dos espaços internos. Para garantir maior conforto térmico criou-se na parte mais alta da casa uma faixa de ventilação permanente e janelas junto ao chão.

 Vista interna da residência e o grande vazio central
 Vista a partir da sala de estar

Vista a partir da cozinha 

 
Fontes: Adaptações a partir dos sites Arq!Bacana e Arquitetos Associados

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O concreto aparente

O concreto aparente é um material que foi bastante difundido na arquitetura moderna brasileira, principalmente depois dos anos 60, com a difusão de um nova sensibilidade construtiva, internacionalmente conhecida como arquitetura brutalista. Nessa arquitetura, o concreto é o material mais utilizado sendo deixado aparente em sua forma bruta ou natural. A rusticidade e expressividade do material, além dos diferentes tons de cinza, dão o toque diferenciado e elegante aos projetos.

Antes de mais nada, é importante não confundir o concreto aparente com o concreto armado. O que os diferencia é a armadura de aço que existe no segundo, e não existe no primeiro material. Porém ambos são feitos a partir da mistura de areia, pedra e cimento em diferentes traços. (O traço nada mais é do que a quantidade de cada material que será misturado para atingir determinada qualidade para diferentes usos). Isso quer dizer que o concreto que você vai utilizar para fazer uma viga ou um pilar não é o mesmo para fazer uma parede ou um piso.

De acordo com os arquitetos do escritório paulista FGMF, "a questão do concreto aparente é a dificuldade obter um resultado final bem acabado". Eles alertam que "se faz necessário um pedreiro experiente e um bom carpinteiro. Existem muitas variáveis que possibilitam -ou impedem- o resultado de um belo concreto aparente". O produto tem de ser executado com fôrmas adequadas e equipamentos específicos para eliminar bolhas e imperfeições.

A grande vantagem é que o material dispensa revestimentos como o reboco ou emboço, bastando um tratamento impermeabilizante, através da aplicação de verniz ou resina apropriados. "São muitos os tipos de vernizes e resinas que se pode aplicar no concreto aparente e é necessário pesquisar e escolher o que vem de encontro com a estética desejada. Alguns são brilhantes, outros foscos, outros alteram a cor do concreto. Mas é importante utilizar alguma proteção, pois o concreto é um material com certa porosidade e, se não estiver adequadamente protegido, pode manchar", complementam os arquitetos.

Eu particularmente gosto bastante do material e de sua expressividade nas mais diversas aplicações. Além disso, o material é econônimo e dispensa manutenção constante, apenas a reaplicação do verniz ou silicone. É importante destacar que, internamente, a decoração dos interiores ganha um ar contemporâneo e minimalista. Os tons cinzas do concreto são neutros e não comprometem a decoração nem o uso de cores no mobiliário. Trouxemos alguns projetos que utilizaram o concreto aparente seja em paredes, fachadas, escadas, etc. Confiram!

Casa Paraty com materialidade em concreto e vidro. Projeto Marcio Kogan

 Casa com paredes e lajes em concreto aparente. Projeto do escritório SPBR Arquitetos.

Residência na cidade de Boaçava, São Paulo. projeto do MMBB Arquitetos

Fachada minimalista da Livraria da Vila, em São Paulo. Projeto de Isay Weinfeld.

Casa toda em concreto aparente localizada em Tibau. Projeto do arquiteto Yuri Vital. 

A casa Bertolini foi toda desenvolvida em concreto aparente. Projeto do Studio Paralelo. 

Nessa residência os pilares em concreto aparente craim um contraponto. Projeto FGMF Arquitetos.


Aqui o concreto no teto, no piso e na parede. Projetos da MaxHoause


O concreto aparente ganha destaque nas paredes e na escada. Projeto do Ruy Ohtake
O banheiro também pode ser todo em concreto aparente: paredes, piso e bancada.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Cobogós na arquitetura e decoração




Alguns falam combogós, outros dizem que a grafia correta é cobogó. Também conhecidos com a denominação de elementos vazados, os cobogós foram considerados ícones da arquitetura moderna brasileira no século XX, pelo fato de permitirem a passagem de iluminação e ventilação nos ambientes, ao mesmo tempo em que tinham um grande efeito estético principalmente nas fachadas dos edifícios e permitiam um contato visual entre interior e exterior. Caíram em desuso, mas voltaram com força total nos projetos de arquitetura e interiores.

De fácil instalação, as peças dos cobogós podem ser encontradas em cerâmica, vidro, porcelana ou em concreto, e são assentadas em fiadas utilizando argamassa com juntas de cerca de 2 a 3cm, até formar o que chamamos de painel vazado. É importante destacar que, por serem peças vazadas, são mais fragéis do que os tijolos comuns, necessitando cuidados no transporte, manuseio e na instalação. Mesmo assim, o elemento é versátil e pode se aplicado de diferentes maneiras, seja numa fachada inteira ou formando uma pequena parede vazada. Vamos conferir essa versatilidade e os diferentes efeitos que eles podem trazer para a sua construção ou reforma?








quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Qual o tamanho de TV ideal para a sua casa?


Quem é que não tem como sonho de consumo aquela TV enorme que mais parece um telão de cinema? (Eu!) Pois saiba que talvez esta TV enorme não seja a melhor opção para o espaço que você tem no seu ambiente. Talvez ela seja grande demais ou muito pequena para o tamanho da sua sala ou para o seu home-theater. Na verdade, tudo é uma questão de proporção! Quem possui uma sala enorme não deve escolher uma TV com tela muito pequena. E optar pela maior TV da loja não é indicado se o espaço em casa for reduzido.

Antes de escolher o tamanho da tela, deve-se ficar atento à distância que você e sua família ficarão sentados, para não correr o risco de transformar o prazer de uma sessão de TV em uma desagradável dor de cabeça. Estamos falando de uma fadiga visual, que pode ocorrer após horas de visualização, e imperfeições perceptíveis quando se está com a “cara na tela".

É importante destacar que não há uma regra universal para definir o tamanho de TV ideal para cada situação, mas apenas recomendações de empresas especializadas no assunto. Nós, arquitetos e designers, também devemos estar atentos a estes detalhes na hora de projetar os ambientes para deixar uma distância mínima de conforto. Recomendamos uma distância mínima de 2 metros entre a TV e o sofá a fim de garantir o mínimo conforto visual, e o centro da deve estar na altura média da visão das pessoas sentadas, como no esquema abaixo:

Fonte: Folha de  São Paulo/THX