quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Residência do mês


A primeira residência do mês do ano de 2013: RGR House do escritório italiano archiNOW! Trata-se de uma intervenção, realizada em 2011, em uma casa que já existia na cidade de Rimini, na Itália, e envolveu uma renovação completa de um edifício que foi convertido em uma residência particular. Em um primeiro momento chama atenção a volumetria complexa e sinuosa, ainda que utilize elementos simples e contemporâneos, e que favorecem movimento e continuidade às fachadas através da idéia de unir os pavimentos e a coberta

 DEPOIS
ANTES
O porão, que emerge do chão, estende-se a toda a paisagem externa e que tem como objectivo gerar uma massa compacta no chão e, ao mesmo tempo, limitar o sobrejacente bloco caracterizado por um maior dinamismo e complexidade espacial. Os materiais enfatizam o conceito de contraste de volumes: para o porão, de fato, optou-se por uma pedra de Trani, enquanto o volume superior é tratado em gesso.
Além da pedra e do gesso, um deck de madeira no piso térreo integra com pedra calcárea cinza utilizada nas vias de circulação das áreas externas e dos jardins.


 
O ponto alto do projeto, além da intervenção volumetrica, está na preocupações quanto à eficiência energética do edifício, onde foram utilizadas estratégias ativas e passivas para reduzir consideravelmente o consumo anual. O edifício está equipado com um sistema de aquecimento e de arrefecimento ligado a um sistema de absorção por meio de painéis solares. Um pequeno sistema fotovoltaico, instalado sobre o telhado, garante a energia necessária para o funcionamento dos equipamentos e eletrodomésticos.


Planta baixa do Térreo
 Planta baixa do I Pavimento
Planta baixa do II Pavimento

Ocupando uma área total de 500 metros quadrados, a residência  RGR possui três pavimentos, sendo: a) térreo com toda a área social com salas de estar e jantar, cozinha, banheiro social e escritório; b) I pavimento íntimo com três quartos sendo uma suíter master; e c) II pavimento com duas suítes, uma sala de TV e uma copa. Os interiores são cleans e sóbrios com móveis de linhas retas e cores neutras, sem muito trabalho de gesso, e pisos em ripas largas de madeira, assim como no deck externo.




Mais imagens e informações no site do escritório archiNOW!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ar-condicionado: modelos e formas de instalar

É preciso enfrentar uma reforma para a instalação do aparelho (ar-condicionado). Mas quem já passou por ela garante que não dá mais para viver sem o ar geladinho nos dias abafados. Segundo dados da Organização Meteorológica Mundial, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), 2012 foi o ano mais quente da história. Em algumas cidades do Brasil, como Corumbá, MS, não é raro a temperatura chegar a 44 ºC com sensação térmica de 50 ºC. 

 

Com tanto calor, o ar-condicionado deixou de ser um luxo para virar mais um eletrodoméstico essencial na casa. Se você não o tem e mora em um imóvel que não foi preparado para a instalação, precisará encarar uma reforma – maior ou menor, dependendo de vários fatores, como o tamanho dos ambientes e o caminho que a tubulação para o gás refrigerante terá que percorrer. Atualmente, o modelo mais usado é o split, respondendo por 65% do mercado, de acordo com informações da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). 

 

“O split é fácil de instalar e mais silencioso que o modelo de janela. E bem mais barato que um sistema de ar-condicionado central”, explica a arquiteta Consuelo Jorge. Seu grande benefício está mesmo na diminuição do ruído: por ser dividido em duas unidades, ele permite instalar a máquina condensadora (na qual fica o compressor, o causador do barulho) na lavanderia ou na varanda, bem longe de quartos, sala e cozinha, que ficarão fresquinhos ao receber o ar soprado pela parte evaporadora do aparelho.

 


Clima bom e silêncio
Neste apartamento, no Rio de Janeiro, havia um arcondicionado de janela, que incomodava o morador porque fazia muito barulho. Para resolver o problema, o arquiteto Fábio Cardoso, sócio de Alexandre Lobo na AF Arquitetura, indicou um split e acomodou a unidade condensadora na lavanderia. A reforma não foi das mais fáceis: a tubulação não poderia passar pela parede devido a portas e pilares e nem pelo piso original de tacos, que o proprietário não tinha a menor intenção de trocar. “A solução foi criar uma viga falsa no teto, com o mesmo desenho das vigas existentes (foto menor), para acomodar a tubulação e o ponto de dreno”, explica o arquiteto. Outro problema foi a falta de um ralo próximo para o dreno escoar a água, que acabou sendo jogada na tubulação do antigo ar-condicionado, junto à janela. “Contar com um ralo vizinho ao dreno ajuda muito, pois diminui o tamanho da reforma. É fundamental que ele tenha um bom caimento para evitar o retorno da água e um eventual vazamento”, explica Fábio.



Infraestrutura preparada

Em apartamentos novos, os elementos para a instalação do ar-condicionado costumam vir prontos: tubulação, pontos de dreno e de energia elétrica, além da chamada varanda técnica, uma espécie de laje externa para abrigar a unidade condensadora. Foi o caso deste home theater, assinado por Andrea Bugarib, Betina Barcellos e Karina Salgado, da Inhouse: a tubulação do ar passou pelo forro de gesso e o dreno foi alojado no ralo do lavabo vizinho (veja planta abaixo). No caso de apartamentos antigos ou sem varanda técnica, a unidade externa precisa ser alocada na área de serviço ou no terraço, locais que concentrarão o barulho. “Se quiser camufar a unidade condensadora nesses espaços, recorra a um biombo ou painel ripado, que mantêm a ventilação do aparelho”, sugere Karina.

 
Vários modelos também aquecem
É no verão que as vendas de ar-condicionado disparam e pouca gente se dá conta de que o equipamento também é uma opção para aquecer a casa no frio. “Basta escolher um aparelho frio/quente, que, em média, é 100 reais mais caro do que a versão só fria do mesmo modelo”, diz Sandro Suda, diretor comercial do fabricante Komeco. Em cidades como Porto Alegre e São Paulo, que têm verão quente e inverno bem frio, o aparelho pode ser aproveitado quase o ano inteiro. Antes da compra, verifique ainda a potência do equipamento, dada em btus (sigla em inglês de Unidade Inglesa de Temperatura). Quanto mais alto o número, maior é a potência. Em linhas gerais, são necessárias 600 btus para resfriar uma área de 1 m². Ou seja, um quarto de 20 m² exige um aparelho de 12 mil btus.

A planta mostra o caminho percorrido pela tubulação até chegar à varanda técnica e
o dreno no lavabo, na reforma do home theater.
Fonte: Revista Casa Cláudia

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Halls de entrada


Em grande estilo, os halls funcionam como cartões de visita ao recepcionar quem chega. Ambientes de transição entre as áreas externa e interna, os halls recepcionam os visitantes. Estes quatro projetos garantem uma ótima primeira impressão: um deles integra o elevador, outro oferece a vista sem barreiras à sal de estar, o terceiro funciona também como galeria de obras de arte e o último traz acabamentos em branco e preto. Se preferir dar mais cor ao seu hall, temos 20 sugestões especiais para destacar as paredes.
Elevador integrado

Portas de correr de nogueira substituem as paredes que antes confinavam o elevador social, localizado no meio do apartamento. "Com a integração, os moradores recebem com mais conforto", diz o arquiteto Pedro Borges, do escritório paulista A1 Arquitetura. Quando fechadas, as portas, que correm em trilhos embutidos no forro de gesso, isolam o espaço. Os puxadores de aço inox, desenhados pelos arquitetos (execução Seartis), ficam embutidos. Demarcando a entrada, chapas de Silestone branco. Quando fechadas, as portas de nogueira, que correm em trilhos embutidos no forro de gesso, isolam o espaço. Projeto do escritório A1 Arquitetura.
Jogo aberto
Do hall do apartamento enxergam-se, sem barreiras, a sala de estar (ao fundo) e o home theater (à esq.). Para integrá-lo à área social, os arquitetos paulistas Alice Martins e Flávio Butti removeram algumas paredes e portas e recuperaram o piso de travertino (polimento e cristalização da Solana Tile). “O destaque é a estante com livros e lembranças de viagens”, diz Flávio, sobre a estrutura de madeira pintada (Marcenaria Officine), com aplicações de couro. Forro (com sanca) da Gesso Moda.
Obras de arte à mostra
Na entrada desta cobertura, este espaço antecede a sala de estar. Como os elevadores ali são exclusivos, a decoradora paulista Maria Célia Cury fez dois rasgos na parede bem em frente a eles e os fechou com vidros (Orteglass). "Assim, quem chega já avista a galeria, onde o proprietário expõe obras de arte", diz. A porta tem baixos-relevos esculpidos em carvalho-americano (Marcenaria Saint Claire). Fixados por braçadeiras metálicas, os puxadores são de resina (Acreresinas).
Entrada em branco e preto
Os acabamentos da sala de estar se estendem ao hall deste apartamento. "A ideia era criar uma entrada glamourosa", explica a arquiteta paulista Brunete Fraccaroli, que reproduziu do lado de fora o desenho do interior, executado com mármore carrara e nero marchina (Itu Mármores). As portas (Madeira Viva) seguem o mesmo padrão. Ganharam cobertura de laca branca entremeada de tiras de vidro preto (Guardian).
Fonte: Revista Casa Cláudia

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pérgolas sem frescura

A sombra é convidativa. Conforme os raios de sol vazam entre as ripas da estrutura, novos desehos formam-se no chão. De lambuja, do teto pendem flores e folhas, uma cortina vegetal que só se pode desfrutar sob uma pérgola. A seguir, sete modelos de pérgolas.


Caminho ramificado

Inspirada nas paisagens do sul da França, a paisagista Luciana Moraes investiu em quatro pérgolas de ferro galvanizado – acabamento que protege o material dos efeitos do tempo – dispostas em cruz. Nos pilares de sustentação de cada estrutura de 2,40 x 2,60 x 8 m, foram plantadas glicínias. “Diferentemente das outras trepadeiras, a espécie invernal tem caule grosso, e, por esse motivo, é bem mais resistente”, explica. Demorou quatro anos para a vegetação tomar conta de toda a cobertura. Sob o pergolado, o caminho rústico de mosaico português e de lajotas antigas foi ladeado por agapantos que florescem no início do verão. O projeto foi desenvolvido em parceria com o arquiteto Leonardo Junqueira.


Encoberta nas laterais

Com a função de acomodar o orquidário e o viveiro de plantas, o pergolado de ipê rústico, 4,30 x 9,60 x 2,60 m, é sustentado por duas vigas de pedra. A estrutura desenhada pelo paisagista Luciano Fiaschi quase desaparece em meio à camuflagem estratégica da primavera, plantada em uma das laterais da pérgola. O modelo de ripas de madeira permite aos vasos ficar pendurados sem a necessidade de furos, além de proporcionar maior incidência de luz natural no interior. Margeando o espelho-d’água, a congeia – outra trepadeira – faz as vezes de arbusto, com o seu maciço cor-de-rosa.

Base vigorosa

Para seguir o mesmo estilo provençal adotado no jardim, o paisagista Gilberto Elkis abusou de materiais naturais na construção do poderoso pergolado de 5 x 2,50 x 15 m. O abrigo, sustentado por oito pilares de alvenaria revestidos de pedras bolão, tem cobertura de madeira cumaru envernizada, que logo será totalmente forrada pela primavera. Cultivado a pleno sol, o arbusto pode ser facilmente conduzido como trepadeira, por meio de fios de náilon ou arame. Móveis de ferro e piso de pedriscos alternado por tijolos complementam a decoração rústica.


Caramanchão na passagem

Leve e resistente, o pergolado de alumínio, 0,50 x 2,20 x 2 m, é um dos modelos que exigem menos manutenção com o passar dos anos: só precisa de uma pintura eletrostática para ficar exposto às mudanças climáticas. No jardim, a estrutura coberta por flor--de-são-miguel aparece repetidamente ao longo de toda a passagem. E repare: o paisagista Gilberto Elkis conseguiu esconder as raízes da trepadeira entre os volumes de buxinho e minirrosa.


Extensão principal

Ligação entre a sala de estar e a varanda, a pérgola de ferro pintada de verde, de 3,50 x 2,50 x 7,70 m, protege a entrada principal da casa. Durante os dias de chuva, placas transparentes de policarbonato criam um abrigo seguro e iluminado para as visitas. O paisagista Leo Laniado escolheu a ipomeia-rubra para escalar a estrutura, que recebeu verniz náutico. A trepadeira perene, de fácil manejo, levou seis meses para formar uma sombra agradável na região. No entorno, moreia, papiro e orquídea-bambu.


Com direito a cortina

Graças à proteção do extenso pergolado de cumaru, de 5,40 x 3,20 x 17,2 m, o canto de relaxamento dos moradores pode incluir mesa para refeições ao ar livre e até rede. “O segredo da sombra fresca durante todo o dia está no teto, protegido por uma camada de laminado temperado resistente a chuva e outra de bambu”, explica a paisagista Luciana Moraes, que assina o projeto com o arquiteto Leonardo Junqueira. Entre as tábuas de madeira, distantes 56 cm uma da outra, há outro alívio instantâneo para o calor: a trepadeira-jade, conduzida por fios de aço nos pilares de madeira, à dir. De inflorescência pendente, a espécie precisou de três anos para encobrir toda a área. Podas trimestrais garantem o lindo efeito esverdeado, a partir da primavera.


Bambu aéreo

A pérgola suspensa, projetada pelo paisagista João Fausto, livra o terraço de pilares, que acabariam comprometendo a circulação da área. A estrutura flexível de bambu-mossô, de 2,40 x 4 m, executada pela Kanela Decorações é sustentada, na parte superior, por dois cabos de aço e chumbada na parede com tubos de ferro escondidos no interior do material. “A medida é essencial para a segurança dos moradores. Se o pergolado não for fixado corretamente, ele pode cair com a ação do vento”, explica Fausto. Dos dois vasos de cimento aramado, nas laterais, saem exemplares de maracujá-de-flor-vermelha, que devem formar uma barreira natural ao sol daqui a alguns meses

Fonte: Revista Casa e Jardim

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Feliz Ano Novo!


O ano novo chegou e nós do ARQTED não poderíamos deixar de desejar a todos os que visitam o nosso blog um ano NOVO, realmente. Novo no sentido de recomeço, de uma nova oportunidade que nos é dada para encaminhar nossas vidas para melhor, pensando no que foi feito e vivido até então, almejando aquilo que queremos e desejamos no novo ano.

Pensamos muito na casa que ainda não compramos, naquela reforma que ainda não fizemos, nos livros que ainda não lemos, ou no carro que ainda não compramos, na dieta para perder aqueles eternos 3 quilinhos... São coisas que fazem parte de nossas vidas, das nossas metas e dos desafios que cada um deseja trilhar em seus caminhos. Mas o mais importante disso tudo, acreditamos que seja, viver a vida da forma que nos sentimos bem com nós mesmos e com aqueles com quem convivemos, fazendo aquilo que gostamos ou que temos vontade de fazer, não deixando para depois o que pode ser feito nos próximos 365 dias.

Nesse sentido, desejamos um ano novo autêntico com muita paz, saúde, amor, regrado com muitas alegrias, surpresas, desafios, projetos e conquistas, e tudo o que vocês mais desejam, felicidades.