quarta-feira, 29 de maio de 2013

Residência do mês


O projeto de hoje é a House Ber, o mais recente trabalho de Nico van der Meulen Arquitetos, uma residência situada em Midrand, na África do Sul, que mistura materiais como o granito e o aço de forma magistral. Uma das características mais marcantes do projeto está na sequência de barras de aço irregulares colocadas aleatoriamente criando fachadas padronizadas, dando um caráter marcante para a obra. Mas o projeto como um todo tem uma série de elementos inspiradores.




Os clientes solicitaram uma casa contemporânea sem ambientes desnecessários, aberta e arejada. Eles precisavam de quatro suítes, área de estar e uma biblioteca de grande porte. O arquiteto, então, projetou a casa como uma simples forma retangular com a sala de estar no centro sendo rodeada por um lago de carpas e uma piscina, que envolve a sala de jantar em dois lados.



Os perfis metálicos pintados de preto percorrem toda a casa e criam várias formas que dão peso ao projeto, mas ao mesmo são suavizados pelo uso da transparência e leveza dos painéis de vidro que rodeiam toda a casa. Sem imponência e quase invisível, as portas de vidro sem moldura separam, perfeitamente, o interior do exterior, mas sem interromper a continuidade visual.


A casa tem seu programa resolvido em dois pavimentos. No térreo estão as áreas social com garagens, depósitos, salas de estar e jantar, home theater, escritório, lavabo além de uma suíte para hospedes; e na área de serviço estão a cozinha, copa, despensa, o frigorífico e dependência de empregada. No pavimento superior está toda a área íntima composta por três suítes com varandas,  além de um lounge.



Os interiores são ricamente iluminados por diferentes aplicações de sancas, as quais destacam os contrastes entre as diferentes texturas e formas, o que valoriza ainda mais os ambientes, criando uma continuidade entre os espaços e experiências visuais diferentes. Até mesmo uma escada em balanço se projeta para fora de uma parede revestida de granito e que tem um corrimão embutido e iluminado na parede.



As cores neutras são predominantes no ambientes e nos móveis, principalmente o preto, branco e cinza, mas são criados pontos de cor em amarelo ou vermelho em alguns detalhes e no mobiliário. Nos revestimentos de piso são utilizados o mármore para as áreas sociais e a madeira para as áreas íntimas, o que dá um toque de conforto e ainda aquece os ambientes. 



Fonte: Nico van der Meulen Arquitetos

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Decoração para apartamentos pequenos

Quitinetes, studios, lofts... os novos apartamentos têm metragens cada vez menores e os quartos, muitas vezes, parecem minúsculos. A impressão é de que não caberá nada além da cama e do armário. É preciso então pensar em soluções criativas para aproveitar os mínimos espaços. Uma boa ideia é dar mais de uma função para o mesmo ambiente. O segredo está em um bom projeto arquitetônico e num bom projeto de marcenaria. Isso mesmo!  Ela é fundamental para você conseguir aproveitar todos os cantinhos, por mais minúsculos que eles pareçam, criando móveis múltiplos

Hoje em dia também é possível garimpar peças e móveis prontos para compor a decoração. Peças dobráveis e empilháveis são as grandes aliadas das metragens reduzidas. Outro truque está na demolição das paredes diminuindo a separação entre eles. A utilização de espelhos e de cores claras na decoração também são boas opções para trazer amplitude para pequenos ambientes. Trouxemos algumas soluções interessantes para apartamento pequenos e que deixam tudo organizado e bem resolvido.


Aqui a piscina é coberta por um deque em madeira. O sistema funciona como porta camarão e é acionado por uma manivela. projeto da engenheira agrônoma Juliana do val, da gaia projetos.

Um apartamento de 16 m² que consegue abrigar sala, cozinha, quarto, banheiro e até home office. E tem uma quantidade invejável de armários, com espaço para guardar tudo. Projeto dos arquitetos franceses Julie Nabucet e Marc Baillargeon

Em tons de cinza, preto e vermelho, os armários ocupam uma só parede, unindo cozinha e sala nesse loft de 43 m². Os 50 pares de sapatos da moradora foram abrigados em um armário com portas-de-correr. Projeto de Rogério castro e Fabíola Fera.

Esse apartamento de 60 m² tem ótimos truques para ganhar espaço. Um deles é o mezanino em estrutura metálica, onde fica a cama, que parece flutuar sobre o escritório. Projeto de Simone Quintas.

Nesse apartamento de 43 m² os ambientes de sala e cozinha foram integrados e uma das paredes da sala é tomada pelo móvel de MDF branco, com gavetões e portas basculantes para guardar tudo. Projeto das arquitetas Débora Racy e Nicole Sztokfisz, do escritório Arquitetura Paralela.

Nesse apartamento de 70 m² o armário abriga o guarda-roupa e o escritório. Cada centímetro da cozinha, do piso ao teto, foi utilizado com gavetas e gavetões para abrigar todos os utensílios. Projeto de Carla Basiches.

Fonte das imagens: Revista Casa e Jardim

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CENSO CAU: Quem são, quantos são, quanto ganham os arquitetos brasileiros?



Para aproveitar a atualização cadastral, o CAU/BR - ao lado da Parolle Comunicação e Serviços Especializados - realizou pela internet uma pesquisa socioeconômica, entre outubro e dezembro de 2012, com os arquitetos cadastrados no conselho. E o resultado se transformou no primeiro Censo de Arquitetos e Urbanistas, inédito no Brasil.

ONDE ESTÃO
São 83.754 arquitetos por todo o Brasil. O número por Estado segue a proporção do número de habitantes. 54% dos arquitetos estão na região Sudeste, 23% na região Sul, 12% no Nordeste, 8% no Centro-Oeste e 3% no Norte. Uma boa notícia para a categoria é que 92,30% dos profissionais registrados trabalham efetivamente na área de arquitetura e urbanismo.

GÊNERO
As mulheres representam 61% do total de arquitetos formados hoje. A proporção aumenta com o tempo: se acima de 61 anos os homens são a maioria (71,27%), a proporção se equilibra na faixa etária entre 41 e 60 anos, já com predominância feminina. A partir dos 40 anos para menos, a diferença aumenta, chegando a 78% de mulheres arquitetas entre 20 e 25 anos. Isso indica uma mudança no perfil de gênero na área de arquitetura e urbanismo - resta saber se as perspectivas salariais para as mulheres também vão mudar: hoje, quando se cruzam os dados de gênero e salário, as mulheres são maioria entre os menores salários e minoria entre os maiores.

CARGA DE TRABALHO
A jornada de mais de 40 horas semanais é realizada por 40% dos arquitetos, seguida pela jornada de 30 a 40 horas para 26%. Já o salário não corresponde às expectativas dos entrevistados: 32% dos arquitetos veem como principal obstáculo ao exercício da profissão a má remuneração, perdendo somente da falta de valorização da profissão pela sociedade, que teve numerosos 52%. A falta de acesso ao mercado de trabalho veio em terceiro lugar, com 9%. Juntos, a falta de apoio e a desunião da categoria, as falhas na regulamentação da profissão, a falta de uma tabela de honorários justa e a falta de apoio jurídico na elaboração de contratos somam 7% dos obstáculos para os entrevistados - desafios para as instituições que representam o arquiteto, inclusive o próprio CAU.

PESSOA JURÍDICA E RENDIMENTOS 
O empreendedorismo é um dos principais pontos explorados pelo CAU/BR. Cruzando os dados de rendimento com a quantidade de arquitetos que possuem empresa própria, percebe-se que arquitetos que possuem pessoa jurídica (PJ) estão em uma faixa salarial maior. Destaca-se a faixa de mais de 20 salários mínimos, na qual mais da metade possui PJ, seja na categoria uniprofissional - apenas o arquiteto - ou mista, o caso de empresas com mais funcionários.

Entre os salários mais baixos estão aqueles contratados majoritariamente por pessoas físicas, não jurídicas. Conforme o rendimento do profissional aumenta, há uma inversão nessa proporção. A partir de oito salários mínimos, os contratantes são, em maior parte, pessoas jurídicas. Isso se alia à informação de que a maior parte dos arquitetos que não possui PJ trabalha para pessoas físicas (58,32%), enquanto os arquitetos que possuem empresa trabalham para outras empresas (53,91% para empresa mista e 50,80% para uniprofissional). Ou seja, há uma tendência de pessoas jurídicas contratarem pessoas jurídicas, e esses são os trabalhos mais bem-remunerados, provavelmente por serem projetos maiores. Não entram, nesse caso, as situações de PJs que dão nota mas trabalham como assalariado, apenas casos de arquitetos com empresas próprias, mistas ou uniprofissionais.

Para o CAU/BR, tais dados indicam a necessidade de ações que estimulem os arquitetos ao empreendedorismo. Mesmo que o percentual total de arquitetos que possuem empresa (20,67%) seja elevado em relação à taxa do País, a maioria é formada por microempresários, com empresas de até cinco funcionários: 75,18%.


ÁREAS DE ATUAÇÃO
Dentre as possibilidades de atuação do arquiteto, 35% restringem-se à concepção de projetos de arquitetura e urbanismo. A execução de projetos de arquitetura e urbanismo é feita por 16%, seguida dos profissionais de arquitetura de interiores (15%), e que trabalham em serviços públicos, 5%.
Dentro da concepção de projetos de arquitetura e urbanismo, 25,80% trabalham somente com projeto básico e 28,45% com projeto executivo. Isso ocorre em todas as faixas etárias, não somente entre recém-formados, que ainda não estariam totalmente inteirados da profissão.

Um dado curioso é que apenas 14,37% trabalham o projeto executivo e também a coordenação dos projetos complementares. "Isso seria um projeto completo", alerta Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR. "Um projeto executivo depende do aperfeiçoamento dos projetos complementares, não acaba no simples detalhamento. Além disso, a direção de obra nos foi subtraída ao longo do tempo, mas é o último estágio do projeto arquitetônico e um campo de trabalho que precisamos recuperar." Ligado a essa visão do presidente do CAU/BR pode estar o alto índice de satisfação com as instituições de ensino: "A pessoa desconhece o que desconhece", pondera o presidente.


ENSINO
O alto índice de aprovação das escolas de arquitetura foi uma surpresa: 87% se dizem parcialmente ou totalmente satisfeitos. "Isso é preocupante, porque há fortes indícios de que o ensino de arquitetura e urbanismo precisa melhorar muito", comenta o presidente do CAU/BR. Chamam atenção para a oportunidade de crescimento na especialização os níveis de escolaridade: 66% dos arquitetos têm apenas a graduação. A pós-graduação é presente apenas em um quarto dos profissionais (25%) - e apenas 1,21% tem Ph.D.

PARA O FUTURO

Essa lacuna também se mostra no índice de formação em outros cursos superiores: somente 7,69% dos arquitetos possuem outra graduação. Se, por um lado, isso indica foco do profissional pela arquitetura, por outro pode indicar uma grande oportunidade a ser preenchida por arquitetos que investem em seu crescimento profissional.

A intenção do CAU/BR é fazer pesquisas anuais, a partir do final de 2013 - as próximas devem ser por amostragem, realizadas por institutos de pesquisa, que dão resultados estatísticos com alguma margem de erro. As próximas pesquisas devem focar em temas abordados neste censo, ou cobrir dúvidas que surgiram. "Precisamos verificar se as nossas políticas e nossa maneira de nos comunicar está funcionando, se as normas produzidas no conselho atingem a profissão", diz Haroldo.

GEOPROCESSAMENTO/FISCALIZAÇÃO 
Os dados do Censo do CAU/BR também alimentarão o instrumento de inteligência geográfica, Igeo, que faz o geoprocessamento das informações, distribuindo-as pelo País. Com isso, será possível analisar a distribuição das escolas de arquitetura no País e os tipos de mercado, por exemplo. Além disso, dados de emissões de RRT com os alvarás de obra, por exemplo, podem ser cruzados para a fiscalização em todas as cidades do Brasil - hoje, isso já acontece em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Fonte: Revista AU

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lareiras para aquecer o inverno

O frio chegou antecipadamente aqui no Sul e é hora de se aquecer. Além de aquecer a casa, uma lareira caprichada valoriza o ambiente, funciona como divisória e pode até fazer as vezes de uma bela escultura. A maioria das casas por aqui tem uma lareira com uma chaminé, mas com o avanço tecnológico já é possível encontrar outros tipos de lareiras no mercado. Elas podem ser a gás (GLP ou gás natural), elétricas ou à lenha, que são as mais tradicionais. As duas primeiras dispensam chaminés e podem ser confeccionadas em diversos materiais. Já as lareiras tradicionais necessitam de um tratamento diferenciado com tijolo refratário ou alvenaria especifica para que o calor não se propague pelas paredes dos ambientes. Podem também ser utilizados materiais isolantes térmicos como as lãs de vidro e rocha, ou chapas de metal entre os materiais da lareira. Trouxemos alguns modelos para inspirar na hora de pensar em lareiras para a casa ou apartamento.

LAREIRA A GÁS




Esta casa em São Paulo dispensava aquecimento potente, mas pedia luz natural. A solução encontrada foi instalar na sala um modelo a gás, da Casa das lareiras, diante de um grande rasgo envidraçado. Projeto dos arquitetos Ricardo Julião e Cristiana Castro.




Aqui a lareira a gás está suspensa e ganhou destaque graças à iluminação recebida ao fundo e funciona também como um aparador para objetos de decoração. Feita em alvenaria e revestida em mármore travertino. Projeto da Casa das Lareiras.



Nesta sala de estar as lareira ganhou uma base em alvenaria que recebeu um revestimento em madeira para dar mais aconchego e charme ao ambiente. Um nicho superior também foi criado e pode abrigar a TV, desde que a mesma fique resguardada das chamas diretas.




A sala de jantar está separada da área de estar pela lareira a gás, que possui um desenho diferenciado, compondo um aparador para a sala de jantar. Feita de concreto e desenhada pelo arquiteto Adilon Ferreira.


LAREIRA À LENHA



     

Em locais com poucos espaço como nos apartamentos e lofts, a lareira também pode ser instalada. Nessa cobertura, a caixa de alvenaria nasce de uma base de 38 cm de altura, também feita de alvenaria e pintada, que tem um duto que atravessa a laje até sair na coberta. Projeto do arquiteto André Vainer.




Uma outra opção para as chaminés tradicionais a lenha é o uso de uma chaminé de aço e base feita em alvenaria e revestida com pedra de limestone com metal e vidro. 


LAREIRA ELÉTRICA




A lareira elétrica diferentemente das demais necessita apenas de um ponto de energia para funcionar. Ela já vem pronta de fábrica e  são semelhantes a uma TV, que é embutida em um nicho feito em alvenaria, gesso ou num móvel pronto. Vem com controle remoto para a mudança de som e imagem da lareira e são indicadas apenas para interiores. 




Com efeito realista de chama, a lareira elétrica privilegia o meio ambiente e é ideal para locais fechados por não emanar gases tóxicos. Ajustável em quatro alturas diferentes, pode ser ligado sem o uso de aquecedores.


LAREIRA DE CENTRO




A última opção são as lareiras de centro. Geralmente é feita uma caixa, que também pode ser comprada pronta, com dimensões e materiais variáveis. Aqui a chaminé de aço inox da lareira, com base de granito preto absoluto e tijolos refratários, não obstrui a visão da paisagem. Foi fixada na laje de concreto aparente sustentada por vigas invisíveis, colocadas acima da laje.




A varanda, fechada por vidros retráteis, virou extensão da sala com a instalação da lareira a gás da Construflama. Sua base é uma caixa de mármore travertino navona. Projeto da arquiteta paulista Karina Afonso. 


Para evitar acidentes com as crianças pode-se optar nesse caso ao fechamento com vidros temperados em torno da lareira.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Decks de madeira


Já foi mais complicado recobrir pisos internos e externos com decks de madeira, mas hoje isso virou uma tarefa rápida e fácil graças aos novos materiais como também às novas formas de fixação das réguas. Tradicionalmente feitos com réguas de madeiras maciças, os decks são mais utilizados em áreas externas expostas às intempéries (sol e chuva).  Devido às mudanças de temperatura e umidade, a madeira é o material mais indicado e utilizado para áreas externas devido às suas características técnicas específicas, como antiderrapância, durabilidade e boa resistência, além da estética . As madeira mais utilizadas são o ipê, cumaru e eucalipto, que devem ser tratadas, resistentes a cupins e ao apodrecimento

Nos últimos anos, a busca por matérias-primas mais resistentes e que exigem manutenção menos frequente - associada à procura por soluções mais econômicas e sustentáveis, levou ao desenvolvimento de materiais alternativos para os decks. A nova família de produtos aposta em alguns atributos – como bases plásticas ou presilhas (que fixam as placas entre si) – para agilizar a obra e dispensar os barrotes sob as réguas de madeira. As opções modulares são encaixadas rapidamente sobre contrapisos ou demais revestimentos existentes, diminuindo o entulho e a sujeira na obra, pois as peças já vêm prontas. Entre os novos revestimentos estão o porcelanato e o piso cimentício, que procuram imitar a madeira, e o plástico, feito a partir de materiais reciclados.

Na hora de selecionar qual tipo escolherr, a dica é observar as condições do local de aplicação e a intensidade de uso que o ambiente terá. A escolha acaba por se pautar, principalmente, pelo efeito estético que se quer obter e também pelo preço. Decks de madeira podem ser encontrados a partir de R$ 250/m², chegando a R$ 600/m², dependendo da madeira escolhida e de particularidades da instalação. Os decks plásticos e os de porcelanato são um pouco mais econômicos e ficam com preços em torno de R$ 50/m² a R$ 150/m². No caso do porcelanato é importante considerar que haverá um custo extra de instalação, pelo fato do serviço ter de ser realizado por um por pedreiro habilitado a fazer assentamento de piso. E nunca dispense o projeto arquitetônico, que determinará a quantidade e as medidas ideais dos módulos.