quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Residência do mês

A residência do mês de agosto é o projeto da Lee House do escritório Studio MK27 comandado pelo arquiteto Márcio Kogan, em parceria com Eduardo Glycerio. A Casa Lee realizada em Porto Feliz, São Paulo, retrata muito bem o estilo particular do arquiteto de resolver o programa residencial com poucos elementos, geralmente com volumes que se interceptam ou se cruzam. Porém aqui ele utilizou um único volume radicalmente horizontal abrigando todo o uso residencial.




Com uma área construída de 900 metros quadrados, em um terreno de 4000 metros quadrados, a residência possui um programa extenso que conta com três setores bem definidos em um único pavimento: ao centro está a área social com estar, jantar, terraço com churrasqueira, bar e vestiários, além do deck e da piscina; à esquerda está o setor de serviço estão a garagem, cozinha, copa, lavanderia, dependência de empregada e "dependência do caseiro"; e finalmente no setor intimo, à direita, tem quatro suítes, sendo uma suíte master, e mais um deck com espaço fitness, sauna e hidromassagem.


Além de sua volumetria, chama atenção na residência a integração que a mesma apresenta com as áreas externas dos jardins. A grande cobertura tem seus espaços internos delimitados por caixas de madeiras formadas por portas que abrem e fecham a casa. Foram utilizadas estratégias de conforto ambiental da arquitetura tradicional e até mesmo moderna brasileira. A área social tem ventilação cruzada, o que reduz significativamente a temperatura interna, enquanto a área íntima é protegida por painéis de muxarabis de madeira colocadas nas portas que filtram o sol, sem retirar a ventilação deslizante.



Além da grande quantidade de madeira utilizada no acabamento dos ambientes internos, a casa foi construída em concreto armado revestido por argamassa branca e o pátio interno do SPA é cercado por uma parede de pedras naturais. No piso foi utilizado o concreto aparente que está presente em toda a área social e de serviço, enquanto que na área íntima prevaleceu o uso do piso em madeira. O Studio MK27 utilizou uma condensada paleta de materiais além de favorecer uma organização simples e eficiente do programa criando uma atmosfera minimalista que se estende desde o exterior até o interior da casa.



O projeto de iluminação também tem destaque tanto nos exteriores quanto nos interiores. A iluminação natural tem seu máximo aproveitamento de dia, enquanto que no período da noite a Casa Lee tem destacados seus volumes emadeirados graças a iluminação embutida no piso. Nos ambientes internos, a iluminação artificial é utilizada de forma pontual e não geral, ou simplesmente funcional, sendo extremamente mínima, mas não menos primorosa. Alguns elementos da decoração tem a luz a seu favor em móveis, painéis, etc. No mais, a Casa Lee é minimamente grandiosa em seus detalhes.



Fonte das imagens: ArchDaily

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Iluminação de escadas

O uso adequado da luz pode fazer toda a diferença quando o assunto é decoração de interiores. Uma iluminação bem projetada proporciona diferentes efeitos e traz destaque para elementos arquitetônicos ou da própria decoração como um quadro, uma escultura, etc. Um bom projeto luminotécnico vai mais além do que a simples preocupação em iluminar os ambientes para a realização das atividades diárias.  A luz tem a função de intensificar e valorizar todos os elementos da decoração ressaltando seus pontos fortes e disfarçando seus pontos fracos.

No caso da iluminação de escadas, a luz é utilizada tanto como elemento para valorizar esses elementos arquitetônicos quanto para contribuir com a sua funcionalidade. Um bom projeto de iluminação pode tirar partido do tipo de escada ou do próprio material utilizado na sua confecção. As luminárias podem ser embutidas na parede onde a escada está fixa, nos degraus da escada ou no próprio corrimão. Hoje trouxemos diferentes idéias que podem ser utilizados para das destaque à escada, aos degraus etc. valorizando ainda mais o projeto. Escadas são elementos muito particulares existindo vários tipos e vários tamanhos. Por isso, converse com o seu arquiteto para que ele personalize o projeto da sua escada.


Escada com degraus em balanço revestidos em madeira com balizadores embutidos na parede e dispostos alternadamente. Projeto do EMA, Espacio Multicultural Arquitectura (México)


Uma variação da escada anterior onde os balizadores foram colocados em todos os degraus. Aqui a escada possui degraus em balanço revestidos por mármore travertino bruto. Projeto André Piva.


Nessa escada a iluminação com LED foi embutida no piso dos degraus de forma alternada gerando feixes de luz na parede. Projeto da Vivi la Luce. 


No projeto dessas escadas rolantes a iluminação, além de ter uma coloração diferente da cor branca, foi utilizada ao longo dos corrimãos. Projeto de Philippe Starck. 


Nessa escada o corrimão foi embutido na parede de pedras e ganhou iluminação internamente. Projeto da arquiteta Ana Paula Barros.


A iluminação embaixo dos degraus de mármore deu um maior destaque a essa escada que também ganhou iluminação especial no corrimão embutido na parede. Projeto da arquiteta Myrna Porcaro.


A iluminação dessa escada não está diretamente ao nível dos degraus, mas na laje de teto que se projeta sobre a escada. Projeto do K/M2K (África do Sul).


Aqui as luminárias embutidas no rebaixo de gesso direcionam o facho de luz à escada em madeira. Projeto luminotécnico foi desenvolvido pelas arquitetas Angela Diniz e Joana Goulart, da InFoco Arquitetura, Design e Lightdesign.

Fonte das imagens: Site dos arquitetos (as) e escritórios de arquitetura

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Decoração de academias

Ir para a academia para se exercitar é uma atividade diária que tem se tornado comum na vida das pessoas, ainda que muitas não gostem de frequentar esses espaços, mas que são obrigadas a ir para melhorar a saúde. Na ultima década, as academias e os espaços fitness se tornaram mais comuns em grandes empreendimentos como shopping centers, centros empresariais e em condomínios residenciais. São projetos que tem feito parte do currículo de muitos arquitetos e escritórios de arquitetura. Hoje trouxemos alguns projetos de decoração de academias para ver as soluções utilizadas para torná-las mais atrativas e aconchegantes aos usuários. Não existente uma regra geral para ambientar uma academia, mas a ambientação deve levar em conta o espaço disponível, as atividades e modalidades que serão oferecidas e a quantidade de equipamentos necessários.  

É preciso pensar também em um espaço bem iluminado e ventilado naturalmente, já que muitas pessoas vão dividi-lo ao mesmo tempo. A transpiração e a respiração de muitas pessoas em um ambiente fechado e mal iluminado pode ser transmissora de doenças. Se não for possível iluminar o espaço naturalmente, utilize as luzes fluorescentes (luzes frias) pois elas iluminam o ambiente de modo homogêneo. Além disso, elas não contribuem para o aquecimento do local por não gerarem calor como as lâmpadas comuns. Além disso é importante optar por um tipo de piso de fácil manutenção e limpeza, mas que também seja resistente aos impactos e a grande circulação de pessoas. Hoje no mercado existem várias opções disponíveis especificamente para academias entre laminados, emborrachados e cerâmicos. É importante que sejam pisos antiderrapantes. Outro item bastante comum nos projetos são os grandes panos de espelhos de piso a teto, que além de darem a sensação de um ambiente mais amplo, servem para que os usuários se observem na hora da malhação.


No projeto desta academia, inaugurada na cobertura de um shopping, foi utilizado o piso de madeira de alto padrão e todas as paredes são envidraçadas. O local ainda conta com alguns jardins de inverno. Projeto do arquiteto Isay Weinfeld.


Essa academia tem a distribuição e a organização do espaço definidas pela própria paginação do piso, que por meio de uma faixa, como uma pista de corrida, divide os equipamentos. O piso é amadeirado em PVC - anti-ácaro. Projeto da arquiteta Laciana Taquary para Casa Cor Goiás 2010.


Esse espaço ganhou cor nas paredes, e apesar dos poucos panos de vidro, a academia tem um pé-direito duplo e é bem iluminada. Também possui alguns espaços verdes e materiais ecológicos. Os pufes e as molduras dos espelhos são iluminados. Projeto de José Henrique Xavier e Anna Roberta Lira.


No projeto dessa academia as cores fortes das paredes contrastam com as cores neutras do piso e dos aparelhos. Foi utilizado piso vinílico e pano de espelho de piso a teto. Projeto das arquitetas Carolina Magalhães e Tatiana Pandolfi para Casa Cor Brasília 2009.


Nesse projeto dessa academia o piso vinílico também foi utilizado, além de panos de espelho e painéis com atletas de diferentes modalidades que ajudam a estimular os usuários. A cor verde é destaque apenas nos diversos aparelhos.

Fonte das imagens: Casa Abril

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mofo nas paredes... O que fazer?

Frio, muita chuva e umidade... esses fatores, juntamente com a falta de ventilação e de radiação solar, são as causas associadas de boa parte do mofo que se instala nas paredes de casas e apartamentos nesse período de inverno, principalmente no Sul e Sudeste do país. Antes de tomar qualquer medida para combatê-lo é necessário esperar o período de frio e de chuvas, pois o problema pode não ser bem resolvido. Mesmo o mofo sendo um fungo, e bastante sensível a produtos que contenham amônia, cloro e ácido sulfúrico, ele se prolifera muito rapidamente. Mas então fica a pergunta, o que fazer para resolver o problema?


O primeiro passo é verificar as causas do problema, ou seja, de onde o fungo está surgindo: nas paredes, no teto? E qual o tamanho das manchas: em toda a extensão da parede e/ou do teto ou em pontos específicos? É importante fazer essas observações, pois elas darão as pistas para encontrar a solução do problema, que pode ser advindo de uma infiltração, um vazamento ou mesmo do encharcamento das paredes. Depois de encontrar a raiz do problema é possível tomar as medidas mais adequadas para resolvê-lo ou saná-lo, e então partir para combater o mofo.


Algumas causas do aparecimento do mofo 

A primeira coisa a ser feita é a limpeza das paredes retirando o excesso de mofo existente. O fundo é um micro-organismo muito sensível a produtos que contenha cloro, amônia. Geralmente são utilizados água sanitária e vinagre diluídos em água para realizar a limpeza. Depois de secar, é hora de escolher o produto mais adequado para retardar o aparecimento dos fungos. No mercado existem diversos produtos que podem ser utilizados como tintas, impermeabilizantes, vernizes e plastificantes para aplicar nas paredes, que podem ser utilizados isoladamente ou em conjunto.

Mas as tintas anti-mofo são os produtos mais comumente utilizados. Em versões acrílica e látex, com cheiro e sem cheiro, têm em sua composição substâncias para evitar o crescimento de fungos. Existem diversas marcas no mercado com eficiência comprovada no combate aos micro-organismos, como Coral, Suvinil, Sherwin Williams, entre outras. Recomenda-se a aplicação de duas a três demãos de tinta, obedecendo o tempo de secagem indicada por cada fabricante para que o produto tenha maior eficácia e melhor rendimento. Elas vão ajudar a proteger a casa dos fungos por mais tempo, mas é preciso, sempre que possível, ventilar e iluminar os ambientes para que as manchas não reapareçam. E chega de mofo!

Fonte das imagens: Mãos a obra